google-site-verification=21d6hN1qv4Gg7Q1Cw4ScYzSz7jRaXi6w1uq24bgnPQc

CAROLCO PICTURES - A HISTÓRIA


Primeiros anos

A empresa nasceu da união de dois investidores, Mario Kassar e Andrew Vajna, que chegaram a ser apontados pela Newsweek como alguns dos produtores independentes mais bem-sucedidos do mercado. Vajna começou cedo: aos 25 anos, saiu do figurino para se tornar dono de dois cinemas em Hong Kong. Foi nessa época que se lançou na produção e distribuição de longas-metragens. Entre seus primeiros trabalhos está o filme de artes marciais Deadly China Doll, de 1973, que arrecadou milhões de dólares pelo mundo com um orçamento muito modesto.

O objetivo inicial de Vajna era focar na venda de filmes. Com o tempo, passou a financiar produções de baixo custo. Esses primeiros projetos foram realizados em parceria com a American International Pictures e a ITC Entertainment, com suporte financeiro da Carolco e coprodução do produtor canadense Garth Drabinsky. O nome “Carolco” foi comprado de uma empresa extinta no Panamá e, segundo Kassar, não tinha qualquer significado específico.


Ascensão

Um dos primeiros sucessos da Carolco foi Rambo: Programado para Matar (First Blood), lançado em 1982, inspirado no livro de David Morrell. Kassar e Vajna se arriscaram ao adquirir os direitos da obra, contando com empréstimos de um banco europeu para escalar Sylvester Stallone como protagonista. Stallone interpretou o veterano John Rambo, papel que abraçou depois de ter trabalhado com John Huston em Fuga para a Vitória (Escape to Victory). O risco compensou: Rambo arrecadou uma bilheteria global expressiva, colocando a Carolco entre os grandes estúdios de Hollywood.

A sequência, Rambo 2: A Missão (First Blood Part II), foi lançada em 1985, aproveitando a repercussão do aniversário de dez anos da intervenção americana no Vietnã. O filme repetiu o sucesso e consolidou Rambo como peça-chave na trajetória da Carolco.


ABAIXO UMA SEQUÊNCIA DOS LOGOS DA EMPRESA...


Com o êxito de Rambo, o estúdio passou a investir pesado em filmes de ação de grande orçamento, estrelados por nomes como Stallone, que chegou a assinar contrato para dez filmes, e Arnold Schwarzenegger. Essas produções eram viabilizadas por um esquema de “pré-venda”, no qual distribuidores de diversos países bancavam parte do orçamento em troca dos direitos de exibição em seus territórios.

Também em 1985, a Carolco firmou um acordo de distribuição com a então jovem TriStar Pictures, que passou a lançar a maior parte dos títulos do estúdio nos Estados Unidos e em alguns outros mercados até meados de 1994.

Seguindo a tendência, a Carolco decidiu atuar também no mercado de home vídeo. A distribuidora independente International Video Entertainment (IVE), à beira da falência, foi adquirida em 1986. Um ano depois, a IVE se fundiu com outra distribuidora, Lieberman, dando origem à LIVE Entertainment em 1988.

Em agosto de 1987, a Carolco comprou a Orbis Communications, uma empresa de distribuição para TV, e deu início à produção de conteúdo televisivo. Na mesma época, adquiriu um antigo estúdio da De Laurentiis Entertainment Group, na Carolina do Norte, e fundou a Carolco Home Video, em parceria com a LIVE Entertainment.

Nesse período, o estúdio sofreu um golpe trágico: José Menendez, que integrava o conselho da Carolco, foi assassinado junto com a esposa pelos próprios filhos, Lyle e Erik Menendez, em 1989.

Pouco depois de encerrar a parceria com Kassar, Vajna fundou a Cinergi Pictures, estúdio que começou a lançar filmes em parceria com a The Walt Disney Company, através dos selos Hollywood Pictures e Touchstone Pictures.


1990-1994 

No início dos anos 90, a Carolco adquiriu os direitos da franquia O Exterminador do Futuro (Terminator), anteriormente da Hemdale Film Corporation. James Cameron, que já havia escrito o roteiro de Rambo e dirigido o primeiro Exterminador, voltou à direção para comandar O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final. O filme se tornou o maior sucesso de bilheteria de 1991 e o ponto alto da história da Carolco.

No mesmo período, a empresa firmou parceria com a New Line Cinema para criar a Seven Arts Pictures, focada em lançar produções de menor orçamento.

A Carolco também tentou adquirir os direitos do Homem-Aranha para um projeto que James Cameron pretendia dirigir, com Arnold Schwarzenegger cotado para interpretar o vilão Dr. Octopus. Apesar dos esforços, o projeto não avançou, e a dupla Cameron-Schwarzenegger se reuniu em True Lies.


Declínio

Mesmo emplacando sucessos como O Vingador do FuturoO Exterminador do Futuro 2 e Instinto Selvagem, a Carolco começou a enfrentar dificuldades financeiras. O estúdio alternava grandes blockbusters com filmes de orçamento modesto que não cobriam os custos. Além disso, a política de cachês milionários para estrelas como Schwarzenegger e Stallone pressionava as finanças do estúdio, que também foi impactado por parcerias malsucedidas.

Em 1992, numa tentativa de reestruturação, a Carolco firmou alianças com parceiros internacionais, como Rizzoli-Corriere della Sera, Le Studio Canal+, Pioneer Electric Corporation e MGM. Cada um investiu em ações e acordos de cofinanciamento. A MGM assumiu a distribuição doméstica dos filmes depois do fim do contrato com a TriStar.

Em 1993, a Carolco teve que vender sua participação na Live Entertainment para um grupo liderado pela Pioneer, que depois se tornou a Artisan Entertainment, comprada anos mais tarde pela Lionsgate. Para financiar o filme de ação Risco Total (Cliffhanger), com Stallone, o estúdio precisou ceder à TriStar os direitos de distribuição na América do Norte, México, Austrália, Nova Zelândia, Alemanha e França, ficando com apenas parte da receita.

Mesmo com o sucesso de Risco Total, a Carolco não conseguiu recuperar o fôlego. O estúdio cancelou Cruzada, projeto estrelado por Schwarzenegger e dirigido por Paul Verhoeven, depois que o orçamento ultrapassou 100 milhões de dólares. Ainda assim, concluiu uma fusão com a The Vista Organization em 1993.

Em uma última tentativa de retomar o sucesso, a Carolco apostou alto em A Ilha da Garganta Cortada (Cutthroat Island). Michael Douglas deixou o elenco no início das filmagens e foi substituído por Matthew Modine. Geena Davis assumiu o papel principal, dirigida por seu então marido Renny Harlin. Para levantar recursos, a Carolco vendeu os direitos de vários títulos em produção, incluindo Showgirls. Em novembro de 1995, o estúdio pediu falência. Lançado no Natal, A Ilha da Garganta Cortada fracassou nas bilheteiras, e os ativos foram colocados à venda.

A 20th Century Fox chegou a negociar a compra, mas recuou quando o Canal+ apresentou uma oferta maior. Anos depois, Mario Kassar e Andrew Vajna se reuniram para fundar a C2 Pictures, que produziu O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas e Instinto Selvagem 2, entre outros filmes.


O Destino dos Arquivos

Após a falência, grande parte do acervo da Carolco foi vendida para outras empresas. Em 1996, o Canal+ arrematou o catálogo em leilão. Atualmente, os direitos dos filmes da Carolco produzidos até 1993 pertencem à produtora francesa StudioCanal.

Nos Estados Unidos e Canadá, os direitos para exibição na TV foram licenciados para a Paramount Pictures, que faz a distribuição via Trifecta Entertainment & Media. Os direitos de home vídeo foram cedidos em contrato permanente para a Lionsgate, que, por sua vez, licencia para a Entertainment One no Canadá. Já os direitos de exibição em salas de cinema são divididos entre a Sony Pictures e a Rialto Pictures, que representa a StudioCanal.

No Japão, a Warner Home Video deteve os direitos de home vídeo por um tempo, até o contrato expirar em 2014. Na Europa, a StudioCanal controla a distribuição na França, Alemanha, Irlanda e Reino Unido, licenciando em outros países para distribuidores locais.

Na Ásia, África e Oceania, a Universal Studios, que opera junto do Canal+, detém os direitos de distribuição, repassando para parceiros regionais. O arquivo da Orbis Communications ficou sob responsabilidade da NBCUniversal Television Distribution, exceto o concerto Live Aid, cujos direitos pertencem hoje à Warner Music Group, e o programa Movin’ On, agora parte do catálogo da Peter Rodgers Organization.


Os filmes lançados pela Seven Arts Pictures, parceria com a New Line Cinema, também fazem parte do acervo da StudioCanal. Já os direitos de Showgirls são divididos entre a Metro-Goldwyn-Mayer, na América do Norte, e a Pathé, no restante do mundo.

O Retorno

Em 2015, o produtor Alex Bafer adquiriu os direitos sobre a marca Carolco. Ele rebatizou sua produtora, Brick Top Productions, como Carolco Pictures e trouxe Mario Kassar de volta como chefe de desenvolvimento. Um dos primeiros projetos anunciados foi uma nova versão do terror japonês Audition (1999), mas até hoje o remake não saiu do papel.






Tecnologia do Blogger.