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LANÇAMENTOS EM DVD - POR RUBENS EWALD FILHO


Por estranha coincidência, uma distribuidora lançou filmes semelhantes em temática e ambos não passaram em nossos cinemas. É a Imagem Filmes com Viver sem Endereço e O Encontro:

Viver sem Endereço (Shelter) EUA, 15. Exibido em 14, no Festival de Toronto, só no ano seguinte foi exibido comercialmente, ainda que com dificuldade. Esta é a estreia na direção do ruivo ator Paul Bettany (que faz Vision na série Vingadores Era de UItron e agora no novo Capitão America). Ele dirige e roteirizou um drama sobre homeless, estrelado pela sua esposa, a sempre bela Jennifer Connelly (ela faz tudo para ficar magra demais e enfeada mas não consegue!). O certo seria ela ter tido alguma indicação ao Oscar (já ganhou um por Mente Brilhante) por um brilhante e difícil trabalho sobre uma jovem viciada em drogas, que vive nas ruas de Nova York e acaba ficando parceira de um negro (o também bom ator Anthony Mackie, outro que veio da Marvel onde faz Falcon) que é Tahir um refugiado da Nigéria, África, muçulmano que chama sempre por Alá. Os dois acabam se unindo tentando viver em casas vazias (ele toca música regional nas ruas). Ambos estão ótimos no filme que é bem realizado e se leva a sério. Mas obviamente não é dos temas mais atraentes para o consumidor de rotina.

O Encontro (Time out of Mind, 14) também sobre homeless mas ainda mais frio e distante. Não consigo entender porque Richard Gere aceita um papel desses (sim, ele faz um sem teto, que vive de esmolas, consegue lugar num shelter mas não ficamos sabendo direito quem é ele, o que fazia, o pensa. Inclusive porque o diretor pretensioso prejudica tudo filmando quase sempre de longe, atrás de um vídeo, ou uma parede, como se tivesse medo de revelar mais. O diretor se chama Oren Moverman e fez antes O Mensageiro (Messenger), Rampart Um tira fora de Lei (assim como o anterior estrelado por Woody Harrelson) e um novo que esta fazendo novamente com Gere chamado The Dinner. Será que o veterano e envelhecido ex-galã ainda não aprendeu a escolher papéis! Assim esta perdendo seu antigo público de mulheres que o admiravam! A história desta vez não ajuda, dado a passividade do herói e seu mutismo. Os melhores são o veterano astro de Bob Fosse, Ben Vereen e a talentosa Jena Malone. O filme foi convidado do importante Festival de Nova York, de San Francisco e ganhou premio da crítica em Toronto. Mais uma vez que crítico adora filme chato.


Mais Cassavetes
A Versátil continua lançando pacotes excepcionais de filmes e diretores que importam, fazem a diferença. Saiu novo de John Cassavetes (E a Nova Hollywood) que traz o primeiro filme dele (que deu origem ao cinema independente americano Sombras (Shadows). Depois o longa Os Maridos (versão integral com 142 min) mas o melhor é Uma Mulher sob Influência (A Woman Under the Influence,74) que deu indicação ao Oscar de diretor para Cassavetes e de atriz para sua mulher, a magnífica Gena Rowlands (que ganhou há pouco um Oscar especial da Academia por sua carreira). Com uma cópia excelente, registra sem exageros uma das grandes interpretações da história do cinema! Traz Depoimentos e Making sobre Os Maridos.

Trilogia de Apu 
O selo Obras Primas está caprichando e lançou uma edição especial da trilogia que consagrou Satyajit Ray (1921-1922) como o maior realizador da Índia (levou até Oscar especial). Isso praticamente em cima dessa sua trilogia muito pouco conhecida no Brasil. Na verdade, vale conhecer o primeiro O Canção da Estrada (Pather Panchali, 55) a história de uma família que passa dificuldades com o pai sonhador. O segundo ainda é interessante, O Invencível (Aparajito,56) onde o jovem Apu após a morte de seu pai, aos 10 anos, ganha bolsa de estudos. Tudo realista e em preto e branco. Vem o fim da trilogia com O Mundo de Apu (Apur Sansar, 59) mostrando a vida de Apu como estudante em Calcutá e seu infeliz casamento. Como extras cerca de três horas com entrevista com o diretor e os atores e etc.


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