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RESIDENT EVIL 4: O RECOMEÇO (2010) - FILM REVIEW

 

🔷 Resident Evil 4 - O Recomeço (2010)

Não sei quem foi o gênio da Screen Gems que apostou na franquia Anjos da Noite, com Len Wiseman dirigindo um veículo para a esposa, Kate Beckinsale. Ou ele não entende nada do negócio ou não entende nada de filme, porque repetiu o erro apostando em Resident Evil, dirigidos ou/e roteirizados por Paul W. S. Anderson, como veículo para Milla Jovovich, sua bela e nada talentosa esposa.

No filme, Alice continua sua batalha mortal contra a Umbrella Corporation. Ela invade a sede da corporação em Tóquio, dirigida pelo impiedoso presidente Albert Wesker e, usando seus poderes, consegue destruí-la, mas recebe uma injeção que faz com que volte as suas condições humanas. 

Buscando por sobreviventes, ela reencontra uma antiga amiga que foi atacada por soldados da Umbrella e quase foi capturada. Ao sobrevoar Los Angeles, ela encontra um grupo de sobreviventes cercados por uma multidão de zumbis. O grupo esperava que ela fosse uma enviada de "Arcádia", lugar seguro do qual ouviram falar em transmissões de rádio. Alice quer saber se o lugar existe realmente ou é uma armadilha.

Paul T. Anderson? Quem dera...

Revendo os filmes em sequência, tive plena convicção que Paul W. S. Anderson escreveu-os, alcoolizado. Os 4 filmes não se comunicam e ainda te confundem. Cada início parece um recomeço. Até os atores parecem perdidos em papéis que julgavam conhecer.

Wentworth Miller admitiu que seu personagem Chris Redfield é parecido com Michael Scoffield em Prison Break (2005): em ambos os casos, ele está em uma prisão e suas primeiras falas são: "Eu sei uma maneira de sair daqui".

As criaturas estranhas com bocas em forma de flor são chamadas de majini. Elas foram retiradas diretamente do jogo Biohazard 5 (2009). É interessante notar que no jogo, as majini não são o resultado de uma infecção com o T-vírus, mas como um organismo parasitário criado pela rival da Umbrella, Tricell Inc, que é baseado no parasita aracnídeo Las Plaga descoberto em Biohazard 4 (2005). O filme não fornece uma explicação para sua aparência diferente.

Após ver as filmagens de Avatar (2009) de James Cameron (que adora o primeiro Resident Evil, acredite!), Paul W.S. Anderson ficou fascinado com a ideia de fazer o filme em 3D. Ele e sua equipe passaram duas semanas em pré-produção aprendendo como usar corretamente o sistema de câmera 3D.

Anderson retorna com aquele foco na instalação da Umbrella e fica lá quase o terço inicial do filme. Na cena final, ele retorna a péssima Sienna Guillory, reprisando seu papel como Jill Valentine. Quando estão em Las Vegas, visualmente, se assemelha a um filme do Zack Snyder e por incrível que pareça, também ocorrem as cenas mais interessantes, como o Executioner.

Mas o deslumbramento com o 3D, neste filme, atrapalha a experiência, bem como o "esquecimento" dos poderes de Alice, que seriam úteis muitas vezes. E um detalhe me incomodou bastante: o filme anterior se passa 5 anos depois dos eventos do primeiro. Este 4 anos depois, e logo em seguida, 6 meses depois, ou seja, 6 meses antes, portanto é um prequel do terceiro. Porém, quando Alice encontra Claire, você percebe que é de fato, continuação.

Eu fiquei meio assim:

O duro trabalho de criticar

A persistência da Screen Gems copiar Matrix em Anjos da Noite e Resident Evil, me cansa. Neste Resident Evil temos um cosplay de Agente Smith que é uma verdadeira vergonha. Mas o público aprovou, e o filme fez 300 milhões de bilheteria (os dois primeiros fizeram 100 cada e o terceiro, 150).

Resident Evil rompeu barreiras: primeira quadrilogia de cinema baseada em games, primeiro filme de game lançado em 3D, primeiro filme que fez mais de 300 milhões, primeira quadrilogia a manter certa coerência por conta de manter roteirista e elenco.

Faltou ser bom. 


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