RESIDENT EVIL 5: RETRIBUIÇÃO (2012) - FILM REVIEW
🔷 Resident Evil 5 - Retribuição (2012)
Ao contrário do que dizem, Resident Evil 5 não é uma sequência direta do quarto filme. A cena inicial "rebobina" o final do anterior, que não vimos... (acredite). Depois, vemos um clip de todos os filmes, com a Alice explicando de novo (acredite!) tudo o que aconteceu e quem ela é, mesmo que, na prática, ela mesma não saiba (acredite!!!).
E a terceira cena (acredite, não é mentira), é a primeira cena, a tal que não vimos do final do anterior, só que vista de maneira normal. Quase 10 minutos disso. Para piorar, conflitos de agenda impediram Wentworth Miller e Spencer Locke de reprisar seus papéis do filme anterior e Ali Larter não estava disponível, pois tinha acabado de engravidar.
A "brilhante" solução foi trazer personagens antigo que haviam morrido, como clones. Detalhe: embora Carlos Olivera tenha um papel importante na trama, o nome de Oded Fehr está curiosamente ausente dos títulos de abertura.
O "corre-corre" de Alice com a menina, pela cidade, esconde diversas referências gritantes para fãs. A cena da casa é similar à Madrugada dos Mortos (2004), na sequência elas vão para um sótão parecido com A Volta dos Mortos Vivos (1985), depois saem para a rua, e novamente, tudo fica similar a Madrugada dos Mortos, e finalmente ela entra em uma casa de dois andares, parecida com a que vimos em A Noite dos Mortos Vivos (1991).
A camisa que Alice usa é similar à de um zumbi em O Despertar dos Mortos (1978). Depois de tudo isto, ela acorda, nua, de toalha branca, pela enésima vez. Há até uma referência, no final, ao Zumbi 2 - A Volta dos Mortos (1979) de Lucio Fulci.
Mas eu confesso, esta trama andando em círculos, rouba minha paciência. Muitas ideias e cenas do filme foram escritas como resultado do feedback que Paul W.S. Anderson recebeu dos fãs em seu Twitter, principalmente a represália de personagens favoritos dos fãs como Rain e Carlos. Sienna Guillory foi trazida de volta devido à demanda dos fãs.
Alguém diga para Anderson que fã é fã, porque se torna fã do material que vê, não por que direciona o projeto. Bom, na trama, Alice (Milla Jovovich) acorda misteriosamente em outra realidade, como se nada tivesse acontecido no planeta Terra.
Mas as sequelas do T-vírus logo aparecem na forma de zumbis famintos por carne humana e ela descobre, novamente, fazer parte de um novo experimento. Dentro das instalações da corporação, a guerreira descobre que nada é o que aparenta.
Referência ou puxa-saquismo?
Alice e Becky e especialmente a cena em que Alice liberta Becky de um casulo foi escrita como um aceno para Aliens: O Resgate (1986), principalmente os personagens de Ripley e Newt e a cena em que Ripley liberta Newt de um casulo no confronto com a Rainha Alienígena.
O diretor já havia feito o filme anterior em 3D por conta de Avatar. E tanto Aliens quanto Avatar são dirigidos por James Cameron, que disse ser fã do primeiro Resident Evil. Há também uma referência a O Exterminador do Futuro, também de Cameron.
O final do 4º filme foi filmado no exterior de um navio abandonado de verdade. Quando chegou a hora de filmar a sequência de abertura deste filme, no entanto, a equipe ficou surpresa ao descobrir que o navio "voltou à vida" e, portanto, não estava mais disponível. Como resultado, a batalha de Arcádia foi filmada em uma réplica no estúdio.
O filme nunca revela o que aconteceu com Chris Redfield (Wentworth Miller), Claire Redfield (Ali Larter) e K-Mart (Spencer Locke) e isto é o cúmulo do "finge que ninguém viu", já que eles poderiam voltar no filme seguinte, o que de fato, ocorre com Claire.
A cena dos Executioners não estava no roteiro para aparecer no filme. No entanto, foi adicionada durante as filmagens. Repare como ela soa aleatória e termina de maneira simplista.
Durante a cena, um deles joga seu machado, que enfia em um caminhão de combustível. O rótulo no caminhão é "H. GORENSTEIN GASOLINE AND FUEL". Hartley Gorenstein é o gerente de produção deste filme. O diretor tinha que homenagear/agradecer/puxa-saco de alguém por aceitar incluir a cena, não?
A explicação para o fim do mundo causado pelo T-Virus entre o segundo e o terceiro filme é recontada. Em vez da infecção de Raccoon City ser espalhada pelo mundo por ratos e aviões, Wesker agora afirma que uma corrida armamentista global de armas biológicas alimentada pela Umbrella levou ao fim do mundo, já que cada nação queria o T-Virus para si.
Este é apenas um dos vários momentos recontados, incluindo o fato de que Wesker agora está vivo e forçado a ser aliado de Alice, e a Rainha Vermelha também está "viva" e agora apresenta a nova vilã. E acredite, a próxima sequência recontará tudo mais uma vez.
O duro trabalho de criticar
Desde o primeiro filme, a bilheteria de um Resident Evil não era tão fraca, nos EUA, fazendo apenas 42 milhões. Mas no resto do mundo, foi a segunda maior, com 197, atrás apenas do filme anterior. Isto quer dizer que o público entende e eu não? Claro que não é isso, afinal, obras-primas recentes foram completos fracassos.
Há sempre muito em jogo para definir a bilheteria de um filme. O péssimo Esquadrão Suicida (2016) é o melhor caso para exemplificar. Ele fez 749 milhões, sendo um lixo. Já o ótimo segundo filme, de 2021, fez 168 milhões, custando em torno de 250 milhões, mas a Pandemia do Covid 19 ceifou suas pretensões.
Bilheteria não é o veredito de um filme. O tempo é. E o tempo passou desde o primeiro Resident Evil e juntamente com ele, vieram as realizações de Paul Anderson. Através delas, julgamos facilmente, seu talento para dirigir e/ou roteirizar.
E a cada novo filme, percebemos que ele nasceu burro, não aprendeu nada e ainda esqueceu a metade.

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