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RESIDENT EVIL: O HÓSPEDE MALDITO (2002) - FILM REVIEW

 

🔷Resident Evil: O Hóspede Maldito (2002)

Parece leviana a afirmação que vou dizer, mas o fato é de que nunca houve uma adaptação de um videogame para o cinema que fosse a altura do jogo. E parece que nunca haverá. Mas isto não significa que fomos bombardeados com filmes horríveis ao longo das décadas. Não, não fomos. Apenas nenhum conseguiu transmitir a jogabilidade dos games para as telas.

É uma missão impossível? Sim, se eles ficarem tentando adaptar clássicos. Mas os games recentes, como The Witcher (ao qual temos a série da Netflix), Red Dead Redemption e até mesmo GTA, tem uma história (quase em live-action) por trás de cada fase, o que torna a vida cinematográfica mais fácil.

Streaming salvador?

Algo diferente aconteceu nas adaptações de games nos últimos anos. Não que consigam ser satisfatórias enquanto adaptações propriamente ditas. Mas elas conseguiram mesclar belas produções, ótimas histórias, elencos inspirados, entretenimento e sem se distanciarem muito do material original. 

Ao olharmos um passado com Wing Commander, Mortal Kombat: Aniquilação, Street Fighter, Double Dragon, Super Mario Bros, fica fácil perceber a evolução. Até mesmo comparando filmes com relativo sucesso como o Mortal Kombat de 1995.

Basicamente, eles conseguem ter tempo para desenvolvimento no streaming, o que não acontecia antes. Sem contar a cultura nerd, vítima de preconceito outrora, e agora ganhou relevância, e consequentemente, investimento.

Não adianta, simplesmente, pegar um "Pitfall" ou "River Raid", fazer um filme, colocar o título de jogo e pronto. E finalmente enxergaram isso.  As adaptações de Fall Out, Halo e The Last of Us mostram isto. Mas enquanto elas não vinham, a adaptação que mais fez sucesso (por longevidade, não qualidade) foi Resident Evil.

Na trama deste primeiro filme, embaixo de Raccoon City, uma instalação de pesquisa genética chamada Colmeia é de propriedade da Umbrella Corporation. Um ladrão rouba o T-virus geneticamente modificado e contamina a Colmeia com ele. Em resposta, a inteligência artificial da instalação, a Rainha Vermelha, sela a Colmeia e mata todos dentro para evitar que o vírus vaze para o mundo exterior.

Enquanto isso, a personagem vivida por Milla, Alice, acorda sem memória no banheiro de uma mansão aparentemente vazia. Mas logo um grupo invade a mansão e começa a guiar Alice e nós, telespectadores, pela história envolvendo a Colmeia, Umbrella Corporation e claro, Raccoon City.

 Milla Jovovich

O que digo a seguir soa tendencioso, mas acredite, não é. Milla é uma bela modelo nascida em Kiev que ganhou suas melhores chances no cinema com seus casamentos. Quinto Elemento (1997) e Joana D'Arc (1999), nos dois anos em que esteve casada com o diretor Luc Besson, e todas as produções possíveis de Paul W. S. Anderson desde a sua relação com o diretor.

Antes disto, Jovovich se casou com o namorado Shawn Andrews em 1992 enquanto filmava Jovens, Loucos e Rebeldes.

Nunca li uma linha sequer sobre a vida particular da atriz, então, não poderia dizer nada além do que vi em cena desde sua "migração" para o cinema: Milla tem o talento apoiado em sua beleza estonteante. Cada filme dirigido por Luc e Paul foram veículos para mostrar sua beleza e quem sabe, proporcionar algum crescimento profissional.

As cenas de nudez sempre foram comuns e gratuitas, vendendo a imagem em detrimento do talento. E aparentemente, foi confortável para ela, que lidava bem com a exploração de sua beleza por modelar. Mas não há dúvidas que ela não se acomodou. Era esforçada. Milla fez todas as suas próprias cenas de ação, exceto o salto de cano na cena do esgoto. Uma dublê foi usada porque seu agente pensou que ela seria estrangulada pelos fios pendurados.

Todos os pequenos cortes e hematomas na personagem de Jovovich são reais. Nenhuma maquiagem foi aplicada para concebê-los. Na realidade, o departamento de maquiagem teve que começar a cobrir a maioria deles de tantos que surgiam. Tecnicamente falando, isto demonstra que ela queria superar suas próprias limitações como atriz.

Dando vida (ou tirando?) a Resident Evil

George A. Romero, diretor de A Noite dos Mortos-Vivos (1968), foi originalmente contratado para escrever e dirigir, mas deixou o projeto em 1999 devido a diferenças criativas sobre o roteiro. O projeto ficou inativo por mais de um ano antes de Paul WS Anderson assinar para escrever e dirigir. 

Ao contrário da crença popular, o roteiro rejeitado de George Romero em 1998 não foi a primeira e única versão do roteiro de Resident Evil que foi escrita antes de Paul WS Anderson. Quando a Constantin Films comprou os direitos para a adaptação cinematográfica em janeiro de 1997, eles contrataram Alan B. McElroy, roteirista de filmes de ação como Rajada de Fogo (1992), Halloween 4: O Retorno de Michael Myers (1988) e Pânico na Floresta (2003) para escrever um roteiro para o filme. 

Ao mesmo tempo, em que trabalhava nele, McElroy também estava escrevendo o roteiro para outra adaptação cinematográfica de videogame, Doom. Mas seu roteiro de Doom foi um dos vários que foram rejeitados antes que o filme fosse finalmente feito em 2004. 

E embora considerado muito bom, o roteiro de Resident Evil de McElroy também foi rejeitado junto com vários outros por diferentes roteiristas, incluindo Romero, entre 1997 e 2001, até que a Constantin Films finalmente escolheu um de Anderson, que originalmente nem foi escrito para o filme Resident Evil, mas para o que o próprio Anderson disse ser "uma terrível cópia" do jogo.

De acordo com vários artigos de revistas de cinema e jogos da época, o roteiro de McElroy era cheio de ação, muito sangrento e violento, mas também muito assustador, e o enredo era semelhante ao enredo do jogo original. 

Anderson mais tarde afirmou que certa vez se trancou dentro de seu apartamento por 4 semanas enquanto jogava os três primeiros jogos Resident Evil consecutivamente, e ficou tão obcecado por eles que contatou seu produtor Jeremy Bolt, dizendo-lhe que eles tinham que transformar esta série em um filme.

Conflitos com o estúdio, particularmente após sua experiência com O Enigma do Horizonte (1997) levaram Paul WS Anderson a buscar financiamento na Europa. Isso veio da Constantin Film da Alemanha e da New Legacy do Reino Unido. A Sony Screen Gems escolheu o filme para distribuição na metade da pré-produção.

Embora o filme se passe na América, as filmagens ocorreram na Alemanha. É por isso que a maioria do elenco de apoio e personagens secundários são interpretados por atores irlandeses, britânicos, alemães e outros atores de países europeus. Grande parte do filme foi filmada em estações inacabadas do metrô de Berlim, como as cenas de trem.

Há uma tomada do olho de Alice em close up perto do final do filme. Esta é uma referência direta ao primeiro jogo da série, Bio Hazard (1996). A tomada do olho em close up é o logotipo/tela de título do jogo.

Aliás, Natasha Henstridge foi considerada para o papel de Jill Valentine nos primeiros rascunhos deste filme, bem como na sequência. O material suplementar japonês de Biohazard 2 (1998) credita a estreia de Henstridge no cinema, A Experiência (1995), como uma fonte de inspiração para a franquia de videogame, fazendo menção específica à sua interpretação da híbrida alienígena Sil.

País das Maravilhas

Há diversas conexões de Resident Evil com Alice no País das Maravilhas: O nome da personagem principal é Alice. O computador é chamado de "Rainha Vermelha". A Rainha Vermelha precisa matar alguém que está infectado, então ela tenta fazer com que outra pessoa corte sua cabeça.  

Um coelho branco foi usado para testar o T-vírus. Para entrar na colmeia, eles passam por uma porta espelhada (Através do Espelho). Kaplan se preocupa com o tempo, assim como o Coelho Branco. Outra referência a Alice Através do Espelho é o fato de que quando Alice acorda no banheiro ela está deitada ao lado de um piso em formato de xadrez. 

Isso implica que Alice está bem antes do início de sua jornada na terra do Espelho (como um peão no início de uma partida de xadrez). Nas cenas finais, Alice e Matt estão no corredor da entrada da mansão, que tem o mesmo piso em formato de xadrez com quadrados pretos e brancos. Isso significa que sua jornada terminou. Há também outras mais sutis.

O duro trabalho de criticar

Sempre digo que cada filme tem seu público cativo. Se é tão natural ter simpatia por qualquer tipo de filme, qual a finalidade de "falar mal" de um filme? Bom, o ato, tem uma única função: arrematar o público-alvo que pensa da mesma forma e com isto, assegurar a meta batida de visualizações.

É muito conveniente questionar, por exemplo, a Rainha Vermelha, ela fecha todas as suas portas, mata todo mundo, mas espera 1 hora para fechar suas portas definitivamente. Por qual motivo ela não, simplesmente, bloqueou tudo no ato?

Ou na cena dos lasers. Repare que cada laser mata uma pessoa de alguma maneira, para no final, passar o laser de uma maneira que mataria todos de uma vez só. Não faz o menor sentido. A Rainha agiu com senso de humor? Foi sádica? Não faço ideia.

Mas o ponto é: qual a sensação do filme em seu público? Ele, muitas vezes, nem repara em elementos assim. Apenas quer se divertir. E em seu fim de semana de estreia, o sucesso relativo provocou um frenesi entre os estúdios dos EUA, ansiosos para capitalizar o interesse em videogames. Títulos como Doom (1993), Silent Hill (1999) e Max Payne (2001) foram todos comprados.

O filme não foi um blockbuster, mas naquele tempo, fazer 40 milhões nos EUA e 60 no restante do mundo, era mais do que projetavam, tendo em vista que Resident Evil era uma adaptação de um game


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