google-site-verification=21d6hN1qv4Gg7Q1Cw4ScYzSz7jRaXi6w1uq24bgnPQc

AUGUSTE LUMIÈRE E LOUIS LUMIÈRE - OS PAIS DO CINEMA

 

Auguste e Louis Lumière

Auguste Marie Louis Nicholas Lumière nasceu em Besançon em 19 de outubro de 1862 e morreu em Lyon em 10 de abril de 1954. Seu irmão, Louis Jean Lumière, também natural de Besançon, veio ao mundo em 5 de outubro de 1864 e faleceu em Bandol em 6 de junho de 1948. Conhecidos como os irmãos Lumière, são amplamente lembrados como pioneiros do cinema por popularizarem o cinematógrafo.

O surgimento do cinematógrafo

Filhos do fotógrafo e industrial Antoine Lumière, os dois trabalharam desde cedo na fábrica da família, em Lyon, dedicada à produção de películas fotográficas. Quando o pai se aposentou, em 1892, Auguste e Louis assumiram a direção do negócio. Foi nesse contexto que aperfeiçoaram o cinematógrafo, aparelho que funcionava como câmera e projetor. Embora a criação original tenha sido registrada pelo francês Léon Bouly em 1892, a patente se perdeu e acabou sendo registrada novamente pelos irmãos em fevereiro de 1895.

Louis e Auguste, ambos engenheiros, passaram a produzir curtas-metragens para demonstrar o potencial da nova tecnologia. Apesar disso, viam o cinematógrafo como um instrumento científico sem grande valor comercial. Casaram-se com duas irmãs e viviam todos na mesma residência. Junto com Georges Méliès, considerado o pai do cinema de ficção, os Lumière são apontados como figuras centrais do nascimento da chamada Sétima Arte.

A primeira exibição pública

A estreia pública do cinematógrafo aconteceu em 28 de dezembro de 1895 no Eden, em La Ciotat, no sul da França, local que ainda existe. A consagração, no entanto, viria dias depois em Paris, no Grand Café do Boulevard des Capucines, onde o ingresso era pago e a divulgação mais intensa. O programa reuniu dez filmes, começando com “A Saída da Fábrica Lumière em Lyon”. Georges Méliès estava na plateia e logo se encantou com as possibilidades do invento.

No ano seguinte, os irmãos organizaram uma turnê internacional que passou por cidades como Bombaim, Londres e Nova York. Entre os filmes mais marcantes da época estão “Chegada de um Trem à Estação de La Ciotat”, “O Almoço do Bebê” e a comédia curta “O Regador Regado”, todos exemplos da força que as imagens em movimento exerceram sobre a cultura popular do final do século XIX.

Inovações além do cinema

O interesse dos Lumière pela experimentação não se limitou à projeção de filmes. Eles criaram o primeiro processo prático de fotografia em cores, conhecido como autocromo, além de desenvolverem a placa fotográfica seca, a fotografia em relevo em 1920, o cinema em relevo em 1935 e o mecanismo conhecido como Cruz de Malta, que garante o avanço intermitente da película.

Posições políticas

Louis Lumière manifestou publicamente simpatia pelo fascismo europeu. Em março de 1935 enviou a Benito Mussolini uma fotografia autografada com palavras de admiração. Anos depois, em novembro de 1940, concedeu uma entrevista ao jornal Petit Comtois defendendo o regime de colaboração proposto pelo marechal Philippe Pétain, então chefe do governo francês de Vichy. Ele reforçou integralmente a declaração do irmão Auguste, que exaltava a liderança de Pétain e o papel de Pierre Laval na tentativa de manter a França alinhada à Alemanha nazista.

A trajetória dos irmãos Lumière reúne pioneirismo técnico, impacto cultural e também polêmicas. Suas invenções transformaram a maneira como o mundo registra e compartilha imagens, abrindo caminho para a linguagem cinematográfica que se tornaria uma das principais formas de arte e entretenimento do século XX. 

Ao mesmo tempo, as posições políticas de Louis e Auguste, sobretudo durante a Segunda Guerra, revelam um lado controverso que contrasta com o legado artístico e científico. Essa combinação de inovação e contradição ajuda a explicar por que os Lumière permanecem figuras centrais e, ao mesmo tempo, complexas na história do cinema.

https://www.pipoca3d.com.br/2015/03/auguste-lumiere-e-louis-lumiere-os-pais.html

Tecnologia do Blogger.