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DRAGÃO VERMELHO (2002) - FILM REVIEW

 

Dragão vermelho 

O cinema age de maneiras curiosas. Dos 4 filmes lançados até este ponto, 3 são dirigidos por grandes realizadores (Demme, Mann, Scott). Um dos quais, tem forte característica visual (Ridley). Porém, Dragão vermelho, dirigido por Brett Ratner, um realizador muito inferior aos seus antecessores, fez o filme que mais me marcou, imageticamente, inclusive.

Na trama, Will Graham (Edward Norton) é um agente do FBI que por pouco não foi morto por Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) quando tentava capturá-lo. Com Lecter já preso, Graham é obrigado a usar o psicopata como consultor para obter mais informações sobre Francis Dolarhyde (Ralph Fiennes), um serial killer que tem deixado a cidade em pânico. Mas o que Graham não sabe é que, ao mesmo tempo, em que Lecter o auxilia em sua investigação, também repassa ao próprio Dolarhyde informações sobre a família do policial que o persegue.


"Dragão Vermelho" explora os relacionamentos complexos entre Graham, Lecter e Dolarhyde, enquanto o FBI corre contra o tempo para impedir o assassino antes que ele ataque novamente. O filme é repleto de suspense, cenas intensas e reviravoltas surpreendentes.

O filme segue a jornada de Will que tem a habilidade singular de se colocar na mente dos assassinos, o que o torna um recurso valioso para a resolução de casos. No entanto, sua capacidade de empatia com os criminosos o afeta emocionalmente e o leva a se aposentar.

Lecter, conhecido por sua inteligência e habilidades de manipulação, fornece pistas valiosas a Graham sobre a mente de Dolarhyde, mas também joga um jogo perigoso com ele. Graham precisa equilibrar sua dependência das informações de Lecter com o risco de se envolver cada vez mais com o psicopata.

Enquanto isso, Dolarhyde, interpretado brilhantemente por Ralph Fiennes, é apresentado como um personagem complexo e atormentado. Ele é um homem solitário e socialmente desajeitado que se sente atraído por uma mulher chamada Reba McClane, interpretada por Emily Watson. A relação entre Dolarhyde e Reba adiciona uma camada de humanidade ao personagem e cria tensão emocional no enredo.

"Dragão Vermelho" é conhecido por sua atmosfera sombria e arrepiante, bem como por seu elenco talentoso, que inclui Edward Norton, Anthony Hopkins, Ralph Fiennes, Emily Watson, Harvey Keitel e Philip Seymour Hoffman. O filme recebeu críticas positivas por sua direção eficiente, atuações convincentes e capacidade de manter a tensão ao longo da narrativa.

O filme foi dirigido por Brett Ratner. Ratner é um diretor de cinema conhecido por seu trabalho em filmes como "A Hora do Rush" e "X-Men: O Confronto Final". O filme é baseado no romance de mesmo nome escrito por Thomas Harris que também serviu de inspiração para o filme "Caçador de Assassinos" (1986), dirigido por Michael Mann.


Sexto Sentido?

A forma como Graham desenvolve essa habilidade não é totalmente explicada no filme "Dragão Vermelho", mas é sugerido que seja uma combinação de talento inato e treinamento especializado. Graham possui uma sensibilidade aguçada para captar detalhes e pistas sutis, o que o ajuda a reconstruir os eventos do crime.

Ao examinar uma cena de crime, Graham utiliza sua intuição e capacidade de análise para visualizar a sequência de eventos. Ele tenta se colocar no lugar do assassino, imaginando seus pensamentos, emoções e ações. Essa empatia patológica permite que ele compreenda a lógica e os motivos por trás dos atos violentos.

É importante ressaltar que a habilidade de Graham não é retratada como algo sobrenatural, mas sim como uma combinação de observação atenta, análise comportamental e uma habilidade especial de compreensão emocional. No entanto, essa conexão profunda com a mente dos assassinos tem um preço para Graham. Ele experimenta um grande peso emocional ao se expor à escuridão e à violência dos crimes.

Acho que vou comer seu coração

Referência direta a Jeffrey Dahmer que durante sua última tentativa de assassinato antes de ser preso, Dahmer diz a mesma frase para sua vítima, Tracy Edwards.


Diferenças entre o livro e o filme

O filme "Dragão Vermelho" segue uma estrutura mais linear em relação ao livro. Algumas subtramas e detalhes do enredo são simplificados ou omitidos para se ajustarem à duração do filme. O livro apresenta uma abordagem mais detalhada, explorando a história e o desenvolvimento dos personagens de maneira mais ampla.

O livro dá mais destaque aos pensamentos e motivações dos personagens, permitindo que o leitor mergulhe mais profundamente em suas mentes. O filme, por sua vez, depende mais das performances dos atores e das cenas visuais para transmitir a emoção e a complexidade dos personagens.

O filme se passa na época em que foi lançado, em 2002, enquanto o livro foi originalmente publicado em 1981. Isso significa que o filme reflete a tecnologia e a estética contemporâneas, enquanto o livro retrata a época em que foi escrito.

Algumas sequências de eventos são alteradas ou reorganizadas no filme em relação ao livro. Isso afeta a ordem em que as informações são reveladas e a maneira como a história se desenvolve.

Há personagens secundários com papel mais significativo no livro em comparação ao filme, enquanto outros podem ter sua participação reduzida. Isso ocorre para adequar o enredo ao formato cinematográfico e focar nos elementos centrais da trama.

O livro contém descrições mais detalhadas e gráficas das cenas violentas e perturbadoras, enquanto o filme pode suavizar ou omitir alguns desses detalhes para atender às classificações e restrições cinematográficas. Da mesma forma, o livro permite um espaço maior para diálogos e monólogos introspectivos dos personagens, enquanto o filme prioriza a ação e o visual. 

Veredito

Tanto Silêncio dos inocentes quanto Dragão vermelho, se tratam de assassinos que buscam transformações, e em paralelo, um agente do FBI consultando Lecter sobre os casos. Portanto, a direção é fundamental para diferenciar as obras, já que são histórias parecidas. Neste sentido, Demme consegue transpor a sujeira do mundo para seus frames e nos impactar com o horror que parecia velado. 

Já Ratner faz um belo trabalho em busca de entregar um ótimo entretenimento. Ele conseguiu ser mais marcante que a primeira versão, traduzindo melhor os personagens, deixando-os mais marcantes, que Caçador de assassinos, de Mann. As relações são mais fortes, críveis e, portanto, criamos empatia com eles. 

E visualmente, o filme também é mais interessante que Hannibal. Se considerarmos "Silêncio dos inocentes" a obra-prima, e Hannibal, a quase saída dos trilhos, Dragão vermelho é um fechamento com chave de outro de uma trilogia com filmes bem diferentes em estilo. 

E estética é fundamental para criar uniformidade. E quando ela não acontece, os filmes ficam sujeitos a diferentes avaliações. E nem sempre positivas.

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