google-site-verification=21d6hN1qv4Gg7Q1Cw4ScYzSz7jRaXi6w1uq24bgnPQc

PLANETA DOS MACACOS: O CONFRONTO (2014) - FILM REVIEW


🔷 Planeta dos Macacos: O Confronto (2014)


Estes novos filmes da saga ape têm a missão de mostrar o motivo pelo qual Taylor vê a Estátua da Liberdade no final do filme de 68. O primeiro, "A Origem", foi sobre a concepção do líder, César. Este segundo, tem a função de mostrar que a coexistência pacífica é impossível.

No filme, que, se passa dez anos após a conquista da liberdade, César (Andy Serkis) e os demais macacos vivem em paz na floresta próxima a San Francisco. Lá, eles desenvolveram uma comunidade própria, baseada no apoio mútuo, enquanto os humanos enfrentam uma das maiores epidemias de todos os tempos, causada por um vírus criado em laboratório. Sem energia elétrica, um grupo de sobreviventes planeja invadir a floresta e reativar a usina lá instalada. Malcolm (Jason Clarke), único que conhece bem os símios, tenta agir pacificamente e impedir que o confronto aconteça.

Troca (permanente) de cadeiras

Inicialmente, seria Rupert Wyatt, o diretor de Planeta dos Macacos - A Origem, quem dirigiria esta sequência. Entretanto, ele preferiu deixar o projeto após a 20th Century Fox insistir que o filme fosse lançado no verão americano de 2014. Wyatt acreditava que não haveria tempo suficiente para fazer o filme da forma que gostaria.

Conforme o diretor Matt Reeves, o rascunho original do roteiro, que foi escrito antes de ele ser contratado, foi ambientado em um futuro mais distante, com os macacos tendo obtido a habilidade de falar quase perfeitamente, e César desempenhando um papel muito menor. Reeves achou que seria mais interessante explorar a história de César em um estágio anterior e pediu permissão para reescrever o roteiro do zero. Seu pedido foi atendido, com a condição de que entregasse o filme a tempo da data prevista de lançamento.

O livro que Alexander (Kodi Smit-McPhee) carrega e entrega a Maurice e é intitulado Black Hole, de Charles Burns. A história é sobre uma doença sexualmente transmissível entre os adolescentes norte-americanos que os transforma em párias – premissa essa que tem uma série de semelhanças com o roteiro de Planeta dos Macacos: O Confronto, como pela parcela da população que vive exilada, em quarentena, e até mesmo pela preocupação de César em manter o seu povo segregado, na floresta, para evitar um confronto com os humanos.

Novo rumo

O que aconteceu com Will (James Franco) após os eventos de Planeta dos Macacos - A Origem é desconhecido, mas há uma pista em Planeta dos Macacos: O Confronto. Quando do retorno de César à sua casa, é possível ver um X ao lado da porta de entrada da casa. O sinal costuma indicar que a área está infectada.

Além disso, o Jeep Wagoneer da década de 1980 de Will continua estacionado em frente à casa, coberto de trepadeiras e vegetação, e pode ser visto claramente quando César e amigos chegam à casa. Claro, se Will tivesse saído de casa, teria provavelmente dirigido seu veículo.

Apesar de participar desse segundo filme por meio de uma gravação de vídeo, Franco não teve nenhum envolvimento com o projeto, tampouco conhecimento de que sua imagem seria utilizada na continuação. O vídeo é do primeiro filme, que não entrou num acordo para retornar na sequência por pedir um cachê muito alto.

Propaganda enganosa

Os pôsteres de Planeta dos Macacos: O Confronto indicam que irá ocorrer uma batalha sobre a ponte de San Francisco, o que nunca acontece durante o filme (imagem acima).

Durante a cena de caça do início do filme, quando o cervo começa a correr, ouve-se um som. Esse som é muito parecido com a cena de abertura de 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), quando os macacos tocam pela primeira vez o monólito e aprendem a usar ferramentas. Em 2001, este momento é o alvorecer da civilização e acontece ao amanhecer, daí, “Amanhecer do Planeta dos Macacos”. 

Também são semelhantes, já que após tocar no monólito em 2001, é a primeira vez que um macaco mata outro, solidificando sua posição como líder. Isso também aconteceu no final do filme, quando César “matou” Koba. Conheço bem o trecho da trilha porque usei no meu filme, além de ter visto de 2001: Uma Odisseia no Espaço mais de 50 vezes.


O líder que é o melhor dos dois mundos

César (Andy Serkis) foi criado por humanos e a maioria dos outros macacos não. Seu comportamento reflete isso de várias maneiras sutis: César é frequentemente visto andando ereto como os humanos, enquanto os outros macacos geralmente andam um pouco mais inclinados ou de quatro. César usa frequentemente a fala humana, o que os outros macacos fazem apenas raramente e de forma muito mais grosseira. Finalmente, quando César e os outros macacos estão andando pelo túnel do metrô, ele é o único macaco a passar pelas catracas, enquanto os outros macacos passam por cima delas.

A linguagem de sinais usada pelos macacos é baseada na linguagem de sinais americana, mas com muitas expressões únicas concebidas pelos próprios macacos. A fala vocal foi usada com moderação, dependendo da idade do macaco e da necessidade de usá-la. Para cada cena com diálogo de macaco, os escritores considerariam como os personagens se expressariam, de modo que haveria uma mistura única de linguagem corporal, gritos primitivos, linguagem de sinais e fala vocal para cada macaco individual.

Filmando

Grande parte das filmagens da fortaleza dos macacos foi feita em locações em florestas reais. O pátio da floresta, no entanto, foi construído no estacionamento de um parque de diversões abandonado Six Flags em Nova Orleans, onde também foi construída grande parte do assentamento humano. O final foi filmado em uma parte do centro de Nova Orleans que dobrou para São Francisco. 

Para a filmagem de 360 ​​graus do tanque, os fabricantes foram autorizados a desocupar alguns quarteirões depois das 22h. Telas azuis foram instaladas nas ruas nos limites da área, e efeitos gerados por computador adicionaram o resto da cidade abandonada e coberta de vegetação. Quando o tanque entrava na área, uma tela azul teve que ser colocada às pressas no local onde ele entrou, caso contrário, a cidade real seria captada no plano giratório.


Gripe Símia? 

A saga tem diversos paralelos com nossa sociedade. Em alguns grafites, vemos a inscrição Gripe Símia, como se fossemos capaz de esquecer que quem espalhou o vírus foi o piloto do avião, ou seja, o próprio homem. Ou seja, o "homem" não foi capaz de olhar para suas próprias vulnerabilidades, mas tratou de direcionar a culpa para quem sofria nas suas mãos.

O confronto, antes da guerra...

Quando Koba desafia César pela primeira vez, Koba finalmente desiste. Para mostrar contrição e submissão, ele abaixa a posição do corpo e estende a mão até que César reconheça o gesto, passando e tocando a mão de Koba com a sua. Este é o comportamento exato dos chimpanzés e é como os chimpanzés interagem ao estabelecer papéis de dominação ou submissão.

Porém, perdido em suas próprias razões, Koba pega uma arma dos humanos e atira em César. Enquanto Koba movia-se pelo ódio da humanidade que o feriu, César lutava pela preservação da espécie símia, entendendo que o confronto levaria a morte de muitos. 

Koba chega a matar um macaco que não o obedece (Ash). Mais extrema-direita, impossível. E uma estupidez completa. Ele matou um macaco que não quis matar um homem. Não faz o menor sentido. 

Mas afinal, o ser humano faz algum sentido? E os macacos, ao longo de sua evolução nos filmes, nada mais fazem, que se aproximarem o máximo do comportamento do homem, quando deveriam evoluir. E Koba foi o representante maior desta classe dissonante. 

E quando César o mata, ele não se iguala, ainda que quebre a regra que rege o mundo símio: macaco não mata macaco. Ao matar Koba, César descobre que até a mais rígida diretriz, pode ter exceção.

E ao dizer que Koba não é macaco (quando este usa da regra como possível fuga da situação), ele percebe que a atitude é um ponto fundamental para união (ou separação) dos seres, contando mais que a cega proteção da espécie.  Não são os seres humanos ou macacos que merecem herdar o mundo. 

São os que entendem que coexistir é a saída para a paz. 

E não, dominar. 
Tecnologia do Blogger.