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CANDYMAN - A VINGANÇA (1995)- FILM REVIEW

 

Candyman - A Vingança (1995)

Em "Candyman - A Vingança", a história se move de Chicago a Nova Orleans e segue Annie Tarrant (interpretada por Kelly Rowan), uma professora que se torna alvo da ira do Candyman após saber sobre a ligação de sua família com a lenda. Enquanto Annie investiga o passado de sua família, ela descobre mais sobre as origens do Candyman e os segredos obscuros de seus ancestrais.

O filme explora ainda mais a mitologia e as origens do personagem, associando histórias de Nova Orleans com a lenda de Candyman, incorporando elementos de vodu e temas góticos do sul. A trama enfoca na culpa, redenção e o poder das lendas urbanas. Tony Todd reprisa seu papel como Candyman, trazendo sua presença ameaçadora e voz assustadora para a tela mais uma vez. 

Candyman sem Candyman?

Bernard Rose originalmente roteirizou uma sequência de seu sucesso de 1992, O Mistério de Candyman (1992), sem apresentar o personagem homônimo, mas continuando a explorar a natureza dos mitos do terror urbano. Isso foi rapidamente esquecido quando os produtores perceberam que o público iria ver o filme somente porque queriam ver Candyman eviscerar suas vítimas.

Mesmo assim, Bernard foi convidado para escrever o roteiro da sequência. Ele o fez e o roteiro foi rejeitado. De acordo com Virginia Madsen, Bernard Rose tinha outro conceito em mente para a sequência. Madsen disse:

"Originalmente, eles queriam que fizéssemos Candyman 2, mas não gostaram da ideia de Bernie para a sequência. Eles transformaram o Candyman em um escravo, o que foi terrível porque o Candyman foi educado e criado como um homem livre. Bernie queria torná-lo como um Drácula afro-americano que acho que foi tão atraente para a comunidade afro-americana porque eles finalmente tiveram seu próprio Drácula. O Candyman era um poeta e inteligente. Ele não era realmente um monstro. Ele era uma espécie de figura clássica. "

"A sequência que Bernie queria fazer era um prequel onde você vê Candyman e Helen se apaixonando. Foi recusada porque o estúdio não queria fazer uma história de amor inter-racial.” Acredite, foi por este motivo...

E sobre o filme de Candyman, sem Candyman, parecia genial. Candyman II: The Midnight Meat Train, deveria ser sobre "uma figura mítica" que assombrava a Londres do início dos anos 1990. A ideia era que os assassinatos de ninguém menos que Jack, o Estripador, começassem a acontecer nos dias de hoje.

E enquanto o primeiro Candyman era sobre raça, a ideia era fazer o segundo Candyman sobre gênero, já que ele apenas atacava mulheres e prostitutas. A sequência não foi produzida porque o estúdio achou seu roteiro muito arriscado. 

Houve muita polêmica sobre o pôster usado para divulgar o filme. Durante esse período, o julgamento de OJ Simpson ainda era muito público e estava em andamento, então a imagem de um homem negro perseguindo uma mulher branca foi vista como controversa e a arte original foi rapidamente omitida.

O filme foi dirigido por Bill Condon, conhecido por seu trabalho em filmes como "Deuses e Monstros", "Dreamgirls" e a adaptação live-action de "Bela e a Fera". O roteiro foi escrito por Rand Ravich e Mark Kruger.

A produção mantém o estilo atmosférico e visualmente marcante do “Candyman” original. Combina a decadência urbana com a estética de Nova Orleans, contribuindo para a experiência de terror, assim como a fotografia e o design de produção. O filme traz trilha sonora composta por Philip Glass, que também compôs a trilha do “Candyman” original. 

Veredito

O filme recebeu críticas mistas da crítica e do público. Enquanto alguns apreciaram a expansão dos mitos de Candyman e a exploração de temas mais profundos, outros acharam que não correspondia ao filme original. No entanto, continua a ser uma parte importante da franquia “Candyman” e acrescenta profundidade e contexto à história geral.

A produção tem bom ritmo, é bem dirigida, com ótimos atores e acredito ser mais do que esperamos para personagens que tendem a fazer parte do imaginário slasher. 

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