google-site-verification=21d6hN1qv4Gg7Q1Cw4ScYzSz7jRaXi6w1uq24bgnPQc

CYNTHIA ROTHROCK - RESPONDE ÀS 7 PERGUNTAS CAPITAIS


Cynthia Rothrock, nascida em 8 de março de 1957, é uma artista marcial e atriz norte-americana, conhecida principalmente por seus filmes de ação com artes marciais. Antes de ingressar no cinema, ela já era uma competidora de alto nível e possui faixas-pretas em sete estilos diferentes de artes marciais.

Em 2014, foi incluída no Hall da Fama Internacional dos Esportes. Dois anos depois, em 2016, recebeu do Museu de História das Artes Marciais o título oficial de "Rainha das Artes Marciais".

Vamos às 7 perguntas capitais:

1) É comum lembrarmos com carinho do início da nossa relação com o cinema. Os filmes ruins que nos marcaram, os cinemas frequentados (que hoje, provavelmente, estão fechados), as extintas locadoras de VHS e DVD que faziam parte do nosso cotidiano. Você é uma apaixonada por cinema? Conte um pouco de como é sua relação com a 7ª arte.

C.R.: Eu adoro assistir filmes na tela grande, especialmente, filmes de terror. A experiência no cinema amplifica tudo: o som surround, os suspiros coletivos da plateia e a energia compartilhada no ambiente. É algo que simplesmente não dá para reproduzir em casa.

M.V.: Verdade. Acho que o comodismo de assistir em streamings, aliado aos altos preços dos ingressos/pipocas/refrigerantes, faz do cinema um entretenimento caro. Mas até um filme ruim fica melhor na telona.

2) Foi cinco vezes campeã mundial de artes marciais no início dos anos 80. Como acabou se tornando estrela de filmes?

C.R.: Entrei para o mundo do cinema completamente por acaso, não era algo que eu estava buscando. Na época, meu foco era dar aulas, administrar minha escola de artes marciais e competir profissionalmente. Também fazia parte da West Coast Demonstration Team, conhecida por ter alguns dos melhores artistas marciais do país.

Um dia, nosso líder de equipe, Ernie Reyes, recebeu uma ligação: produtores de Hong Kong estavam fazendo audições para encontrar o próximo ‘Bruce Lee’. Embora estivessem procurando principalmente um artista marcial homem, mulheres também foram convidadas para fazer o teste. Eu fiz demonstrações de formas, armas e defesa pessoal.

Depois de assistir à minha apresentação, o diretor e produtor Corey Yuen se virou para os outros e disse: ‘Esqueçam o cara, eu quero a garota.’ E foi assim que, em junho de 1985, eu estava a caminho de Hong Kong para filmar meu primeiro filme de ação, atuando ao lado de Michelle Yeoh.

3) Com relação às suas preferências cinematográficas, há uma lista dos filmes de sua vida? Um Top 10 ou mesmo o filme mais importante?

C.R.: O Mágico de Oz (1939), O Exorcista (1973), Oppenheimer (2023), Os Imperdoáveis (1992), Tombstone – A Justiça Está Chegando (1993).

E claro, indico meu filme mais recente, Black Creek.

4) Algumas profissões rendem histórias interessantes e curiosas. E certamente, quem trabalha com cinema, tem suas pérolas. Se lembra de alguma história divertida que tenha acontecido durante a execução de algum trabalho seu e que possa compartilhar?

C.R.: Trabalhar em filmes em Hong Kong era como entrar para um esporte radical com roteiro, exceto que as acrobacias eram reais, o perigo era real e, aparentemente, a loucura também.

Pegue meu filme Esquadrão Mortal (1989), por exemplo. Lá estava eu, no modo heroína de ação: salto alto, um bebê de mentira nos braços e, literalmente, uma explosão atrás de mim. Minha missão? Fazer minha própria cena arriscada, não morrer queimada, pular de um prédio de dois andares e sobreviver. Fácil, né?

Então eu salto, de salto alto, parecendo uma espécie de Mary Poppins das artes marciais, desviando por pouco de uma bola de fogo que teria me transformado em Cynthia à milanesa. Caio, de qualquer jeito, em algumas caixas de papelão e um colchão, só para meus joelhos ricochetearem no meu nariz como mísseis teleguiados. Naquele momento, achei de verdade que tinha quebrado o nariz.

Mas, antes mesmo de eu terminar de me perguntar quão ruim estava, o diretor se aproxima tranquilamente e diz: ‘Deu um problema na tomada. Precisamos que você faça de novo.’

Então... eu fiz de novo. E depois mais algumas cenas de impacto, daquelas que sacodem até os ossos, só para garantir. Passou um tempo, e eu não estava me sentindo muito bem.

M.V.: Nossa, nem imaginei que não estaria bem... (risos).

C.R.: Surpreendente, eu sei, então me levaram até um médico tradicional chinês. O médico me examinou, franziu a testa com uma expressão grave e disse: ‘Seus órgãos internos estão todos embaralhados.’ O que, francamente, parecia bem plausível.

Então ele me entregou um saquinho com umas pílulas misteriosas e acrescentou, todo animado: ‘Tome isso e você pode voltar e terminar sua cena.’ Claro. Porque nada representa melhor a “mágica do cinema” do que um nariz machucado e uma segunda chance de virar churrasco espontâneo.

5) Como as artes marciais mudaram a sua vida? Elas fizeram você enxergar o mundo de forma diferente?

C.R.: As artes marciais transformaram completamente a minha vida. Elas me ensinaram o poder de uma mentalidade positiva, nunca aceitar o fracasso como algo definitivo, sempre dar o seu melhor e seguir em frente, não importa quais sejam os obstáculos. Me ensinaram também a disciplina para traçar metas e a determinação para persegui-las incansavelmente até que sejam alcançadas. Essas lições não moldaram apenas minha carreira, moldaram quem eu sou.

6) Fazer cinema envolve muitas variáveis. Esforço, investimento, paixão, talento... E a sinergia destes elementos faz o resultado. Qual trabalho em sua carreira considera o melhor?

C.R.: Quando olho para minha carreira, sinto um enorme orgulho por ter feito 70 filmes ao longo de 40 anos e sou ainda mais grata por estar cercada de uma base de fãs tão leal e dedicada. Nunca imaginei que teria a longevidade e o impacto que tenho hoje. É algo que me deixa muito honrada saber que tanto os fãs de longa data quanto novos públicos continuam descobrindo meu trabalho.

O que mais significa para mim é ser vista como uma inspiração, não apenas para quem sonha em ser artista marcial, mas para mulheres ao redor do mundo. Ser reconhecida como uma pioneira em uma indústria dominada por homens é uma honra, e espero que minha trajetória mostre a outros que, com paixão, perseverança e propósito, tudo é possível.

M.V.: Em contrapartida, algum arrependimento? Ou algum trabalho que teria feito diferente...

C.R.: Não tenho nenhum arrependimento.

7) Para finalizar, deixe uma frase ou pensamento envolvendo o cinema que representa você.

C.R.: “Yippee-Ki-Yay", de Duro de matar.

M.V.: "Nove milhões de terroristas no mundo e eu tenho que matar um com pés menores que os da minha irmã". Duro de matar é o melhor filme de ação do cinema.

C.R.: O futuro é feminino. Fazendo história, um chute de cada vez.

M.V.: Isso aí. Muito obrigado pela atenção, a gente se vê nos filmes.

Tecnologia do Blogger.