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AEROPORTO 80: O CONCORDE (1979)- FILM REVIEW

 

🔷Aeroporto 80 - O Concorde (1979)

É natural que filmes como a saga Aeroporto copiem elementos de outras produções de sucesso. Como, por exemplo, em Aeroporto 77, há cenas muito parecidas com Inferno na Torre, como quando a água entra no avião no final, bem similar ao final desse filme e também quando a água "varre" os hóspedes e as chamas, na cobertura.

Em Aeroporto 79, já na abertura, a trilha também tem elementos idênticos ao tema memorável de Inferno na Torre. Pode parecer plágio, mas o intuito é dar vida própria a elementos que fizeram sucesso. 

No filme, o bilionário Kevin Harrison (Robert Wagner), um desenvolvedor de equipamentos bélico, fez boa parte da sua fortuna vendendo armamentos de forma ilegal. A sua namorada, a repórter Maggie Whelan (Susan Blakely), descobre evidências incriminatórias, mas é ingênua o suficiente para falar sobre o assunto com Harrison. Este por sua vez, ao saber que ela voará no Concorde do título, arma um plano para abatê-lo.

O filme foi um fracasso de crítica e bilheteria, com a menor arrecadação financeira entre os quatro filmes da série "Aeroporto". Quando o público americano recebeu o filme com risadas irônicas, a Universal Pictures decidiu comercializá-lo com o slogan: "Apertem os cintos, as emoções são incríveis... e as risadas também!"

Joe Patroni (Kennedy) diz a Maggie Whelan que se lembrava dela do "incidente de pouso de emergência em Salt Lake City". Esta é uma referência a "Aeroporto '75" e é a única vez nas três sequências de "Aeroporto" que é feita uma referência a um filme anterior.

O personagem de Joe no primeiro filme era um chefe de equipe mecânico com apenas certificação de táxi aéreo. Nos dois filmes subsequentes, ele era uma espécie de personagem periférico. Neste filme, ele menciona a Paul Metrand que tem 30 anos de experiência de voo, o que incluiu três guerras. Mas nenhuma história de fundo é dada para explicar sua ascensão a capitão piloto.

Delon (ge).

Esta foi a última tentativa do astro francês Alain Delon de fazer seu nome em Hollywood e entrar no mercado americano. Sylvia Kristel relatou a produção deste filme em sua autobiografia. Segundo ela, Alain Delon sentiu que não estava sendo levado a sério em Hollywood. No primeiro dia, ele exigiu trocar de trailer com o diretor David Lowell Rich porque seu trailer não era grande o suficiente. 

No começo, Delon e Kristel não se deram bem, e ele se recusou a se ajoelhar na frente dela para uma cena. Foi só quando o diretor David Lowell Rich começou a tratar Sylvia de forma cruel que Delon se tornou mais amigável com ela e eles terminaram a produção.

Sylvia Kristel perdeu o papel da Dra. Holly Goodhead em "007 Contra o Foguete da Morte" (1979) devido aos compromissos de trabalhar neste filme. Não sei dizer o que foi melhor para a ela, já que o 007 de Moore foi um dos piores da franquia.

Concorde

O nome "Concorde" significa um estado de harmonia e acordo. Este nome foi selecionado porque o avião era um projeto conjunto dos governos britânico e francês via Aérospatiale e a British Aircraft Corporation. Os únicos voos comerciais eram da Air France e da British Airways. Incluindo seis protótipos, apenas vinte Concordes foram construídos.

O Concorde apresentado no filme foi o sétimo construído. Ele voou pela primeira vez como F-WTSC em 31 de janeiro de 1975, como parte da frota da empresa de aeronaves Aérospatiale. Em maio de 1975, o número de registro foi alterado para F-BTSC, com seu número de série sendo o nº 203. O avião foi alugado da Aerospatiale (França) para o filme, alugado para a Air France em 1976 e vendido a eles em outubro de 1980. O Papa João Paulo II voou no avião em 1989.

Tragédia? De novo?

O avião real usado neste filme caiu em Gonesse, França, em 25 de julho de 2000, enquanto tentava fazer um pouso de emergência no Aeroporto de Le Bourget (o mesmo aeroporto do filme). Uma tira metálica na pista do Aeroporto Charles de Gaulle caiu de um DC-10 da Continental Airlines (que havia decolado minutos antes) e furou um pneu na roda principal esquerda do Concorde, rompendo um tanque de combustível, com o combustível vazando pegando fogo e fazendo com que o avião perdesse potência. Todos os 109 passageiros e tripulantes a bordo, além de quatro pessoas no solo, morreram.

O filme deveria ter sido lançado originalmente na Nova Zelândia como atração de Natal em dezembro de 1979. Quando o voo 901 da Air New Zealand caiu nas encostas cobertas de neve do Monte Erebus, na Antártida, em 28 de novembro de 1979, o lançamento na Nova Zelândia foi adiado para a Páscoa de 1980.

Por mais que 3 dos filmes tenha sido sucessos comerciais e os quarto tendo ótimos elencos, a saga Aeroporto era uma franquia que não merecia mesmo decolar. E nos momentos que tentou, acabou se acidentando...

Na ficção e na realidade.


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