AMITYVILLE 6: UMA QUESTÃO DE HORA (1992) - FILM REVIEW
Pegando carona no título original de Amityville, já estava na hora de colocarem um diretor melhor para lidar com a carência orçamentária das continuações da saga Casa Capiroto, ou melhor, Amityville.
Dirigido por Tony Randel, na trama, um relógio do século XV que pertenceu a Gilles de Rais, um assassino de crianças, vai parar na casa de uma família. Sem saber da origem do objeto, a família imediatamente o coloca em um local de destaque na sala de estar. Só que o relógio é a ligação com uma velha e demoníaca casa, o que faz com que logo quase todos ao seu redor sejam afetados por seus maléficos poderes.
Conforme a família passa a conviver com o relógio, eventos estranhos e perturbadores começam a ocorrer. O relógio parece ter uma influência maligna e distorce a percepção do tempo, levando os moradores a experimentarem visões assustadoras e a perderem a noção do que é realidade e ilusão. A medida que o tempo avança, a maldição do relógio se intensifica e coloca a vida da família em perigo iminente.
Gilles de Rais
Gilles foi um nobre francês do século XV. Ele nasceu em 1404 em Champtocé-sur-Loire, na França, e faleceu em 1440. Gilles de Rais é conhecido por sua vida controversa e seu envolvimento em crimes hediondos.
Inicialmente, Gilles de Rais era um respeitado militar e comandante durante a Guerra dos Cem Anos, lutando ao lado de Joana d'Arc. No entanto, após a morte de Joana, ele começou a se envolver em práticas ocultistas e alquimia. Gilles também era conhecido por sua extravagância e gastos excessivos, o que o levou a acumular dívidas consideráveis.
O lado mais sombrio de Gilles de Rais veio à tona quando ele foi acusado de uma série de crimes terríveis, incluindo sequestro, tortura, estupro e assassinato de crianças. Segundo relatos, ele teria raptado, abusado sexualmente e assassinado dezenas, ou até mesmo centenas, de crianças, muitas vezes realizando rituais macabros durante os atos.
Gilles de Rais foi preso em 1440 e, após um julgamento, foi considerado culpado de seus crimes. Ele foi condenado à morte e executado. Após sua morte, Gilles se tornou uma figura lendária e inspirou várias obras literárias e artísticas, incluindo a peça "The Maids" de Jean Genet e o conto "Barba Azul" de Charles Perrault.
O diretor
Tony Randel é um diretor de cinema britânico-americano conhecido por seu trabalho em filmes de terror e suspense. Ele nasceu em 21 de outubro de 1956, em Los Angeles, Califórnia.
Randel alcançou destaque como diretor com o filme "Hellbound: Hellraiser II" de 1988, a sequência do icônico filme de terror "Hellraiser". Ele assumiu a direção do filme após a saída do diretor original, Clive Barker. "Hellbound: Hellraiser II" foi bem recebido pelos fãs do gênero, sendo considerado um dos melhores filmes da franquia "Hellraiser". Inclusive, neste Amityville, há uma exploração do desejo característica da saga Hellraiser.
Além de "Hellbound: Hellraiser II", Tony Randel dirigiu outros filmes de terror notáveis, como este "Amityville" e "Ticks" de 1993. Ele também trabalhou em produções para televisão, dirigindo episódios de séries como "The Outer Limits" e "Poltergeist: O Legado". Tony continua ativo na indústria cinematográfica.
Histórias "sinistras" de bastidores
Quando o produtor e co-roteirista Christopher DeFaria leu a coleção de contos 'Amityville: The Evil Escapes', de John G. Jones, em preparação para escrever o roteiro, ele ficou confuso com o que considerou serem inconsistências na natureza e nas habilidades das entidades demoníacas entre histórias. Ele ligou para Jones para pedir esclarecimentos. Jones simplesmente disse a ele: "Sim, Chris, o mal é assim - é simplesmente imprevisível!"
Tá bom né...
Continuando. A equipe filmou a cena com uma banheira transbordando no banheiro de uma casa real no segundo andar. Isso se mostrou imprudente quando, logo após a filmagem, o chão encharcado desabou e a banheira caiu no primeiro andar. Ninguém se feriu, só mesmo a banheira, que faleceu no local.
O diretor e o designer de produção, Kim Hix, projetaram o interior da casa principal para ser intencionalmente desagradável e desanimadora. É interessante quando percebemos que as cores das paredes são opressivas, enfeites colocados de maneira desarmônica, com muitos objetos estranhos e pontiagudos. O posicionamento da câmera também cria uma sensação de desconforto constante.
Curioso que assisti ao filme na época e ele tinha o nome de "Amityville 1992. Depois eliminaram o ano do título. É mencionado que a casa de Amityville foi demolida, mantendo assim a história canônica, já que a casa explodiu no filme 3.
Ou foi o Capiroto que explodiu a casa?
Na realidade, não sei, ou não sei se entendi o que ocorreu, pois não faz sentido "ele" destruir o local que reside. Mas como disse John G. Jones, "O mal é assim, simplesmente imprevisível".
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