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A REVOLTA DOS SETE HOMENS (1969) - FILM REVIEW

 

México, final do século XIX. O povo está sendo oprimido e Quintero (Fernando Rey) tenta organizar uma revolução, mas acaba sendo preso. Antes de ser capturado, Quintero dá US$ 600 a Maximiliano O'Leary (Reni Santoni) para conseguir ajuda. Max procura um pistoleiro, Chris (George Kennedy), que diz precisar de outros seis homens para invadir o presídio onde está Quintero. 

Acontece que a prisão é comandada por um oficial sádico, o coronel Diego (Michael Ansara). Maximiliano se oferece para fazer parte e não quer pagamento nenhum. Keno (Monte Markham), que fora salvo da forca por Chris, também faz parte da missão, por ser um perito em explosivos. 

A lista é completada com Levi Morgon (James Whitmore), um exímio atirador de facas; Cassie (Bernie Casey), que possuí grande força; Slater (Joe Don Baker), que tem um braço paralisado, mas com o outro acerta qualquer alvo; e P.J. (Scott Thomas), que apesar de estar com a saúde debilitada, maneja o laço como poucos. Mas isto talvez não seja suficiente o bastante para vencer Diego e seus soldados.

Melhor grupo

Todos os 3 grupos de 7 que se reuniram nas 3 continuações foram oportunistas. Tentaram capitalizar em cima do original, mas cada um, à sua maneira, foi um filme bem distante da ideia central do primeiro, o que, de certa forma, é um erro, já que eles são oportunistas. Não faz sentido "aproveitar" do sucesso de uma produção para seguir um caminho diferente.

Como foi o que fizeram, basta a nós, fãs, aproveitar ou reclamar do resultado. A Revolta dos Sete Homens é o filme mais fora da curva dentre as continuações, mas como faroeste, é também a melhor. Quem assiste em sequência, estranhará o marcante ator Fernando Rey no papel de Quintero, já que no filme anterior, ele faz papel de um padre. 

Yul Brynner não queria voltar ao papel de Chris, assim o papel foi assumido por George Kennedy, então no auge da popularidade após ganhar seu Oscar por Rebeldia Indomável (1967). E francamente, Kennedy é muito melhor ator.

James Whitmore, que no filme é Levi, o quarto homem a ser selecionado, ficou conhecido de outra geração por seu personagem chamado Brooks, do épico Um Sonho de Liberdade (1994), adaptação de uma obra de Stephen King. No filme, ele faz o prisioneiro que cuida da biblioteca da prisão e quando é solto, após passar a vida preso, se enforca no quarto alugado.

Melhor diretor

Paul Wendkos foi um diretor de cinema norte-americano. Ele nasceu em 20 de setembro de 1922, na Filadéfia. Após se formar na Universidade Estadual da Pensilvânia, Paul Wendkos começou sua carreira no mundo do entretenimento trabalhando como assistente de direção na Broadway. Ele então se mudou para Hollywood e começou a dirigir filmes para estúdios de cinema.

Wendkos era conhecido por sua habilidade em trabalhar com diferentes gêneros cinematográficos, incluindo dramas, filmes de ação, thrillers e comédias. Ele era versátil em sua abordagem e muitas vezes buscava contar histórias envolventes com uma direção segura e eficaz.

Embora talvez não seja um nome tão conhecido como alguns outros diretores de sua época, Paul Wendkos contribuiu para a indústria cinematográfica com seu trabalho ao longo de várias décadas. Ele faleceu em 12 de novembro de 2009 em Malibu, Califórnia.

7 imperfeitos

O grupo de personagens/atores forma 7 homens que proporcionam uma inclusão pouco vista no gênero. Primeiro, por sacar um líder robotizado (Brynner) e colocar um líder humano, empático. Além dele, há um com mais idade (trazendo a discussão sobre tempo/utilidade do ser humano), há o preto (mostrando pontos sobre preconceito), o pistoleiro com mutilação física (em um ambiente que o braço é fundamental), o tuberculoso (outro caso de preconceito), o cara que aparentemente roubou um cavalo (que traz a ideia do pré-julgamento) e por fim, o mexicano (que lembramos automaticamente de imigrante).

E junto com o grupo, ainda uma criança os acompanha. Ninguém menos que Emil, ou Emiliano Zapata, futuro líder revolucionário mexicano e até hoje considerado um herói para muitos deste país.

Em dado momento, Emil pergunta a Cris qual a idade de morrer. O diálogo é uma alusão ao fato de que Zapata foi assassinado aos 39 anos. Mas não antes de ser influenciado pelos 7 homens. 

Pelo menos, no cinema.

Os covardes morrem muitas vezes. Já os bravos, só uma.

 

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