AMITYVILLE 8: A CASA MALDITA (1996) - FILM REVIEW
Estava demorando a casa ser chamada de "Maldita" no título, não é mesmo?! Mas imagino ser um título mais interessante para chamar atenção do público que o "Casa de Bonecas" original.
Na trama, um homem encontra uma casa de bonecas estilo vitoriana, réplica perfeita da casa "maldita" de Amityville, e sem saber da maldição que cerca a casa verdadeira, dá de presente para a filha. É quando a família começa a mergulhar num pesadelo do mais puro terror...
Contrariando a maioria das sinopses, o diretor/produtor Steve White diz que o filme não foi feito para ter relação com a casa original em Amityville. A única conexão é que a casa de bonecas provavelmente esteve na casa de Amityville em algum momento da vida e ficou contaminada com seu mal, embora o diretor admita que isso não foi explicado no próprio filme. Na verdade, a palavra “Amityville” não é dita uma única vez durante todo o filme.
Concepção
No filme anterior, a história e o elenco são os dois fatores mais importantes que mereciam ênfase. Neste, é a produção em si. Há uma cena bem interessante, que busquei saber como foi feita, que ocorre aos 46 minutos: a cena da família tomando café da manhã na mesa da cozinha.
Para a cena rotativa de 360 graus, um buraco foi aberto no centro da mesa para que uma lente de periscópio pudesse ser inserida através dele. O diretor de fotografia Thomas L. Callaway sentou-se debaixo da mesa, cercado pelas pernas dos atores, e girou-a manualmente enquanto filmava, ficando emaranhado em fios ao fazê-lo. Ele só conseguiu fazer duas ou três tomadas.
O trio de demônios no clímax foi feito misturando e combinando várias peças de adereços, fantasias e maquiagem que a SOTA FX já havia criado para projetos anteriores e estavam esquecidos em seu depósito. Devido a restrições orçamentárias, o plano original era simplesmente usar recortes estáticos de papelão filmados em silhueta.
Duas das casas de bonecas foram construídas para que a equipe pudesse filmar mais de uma tomada de sua destruição climática. Da mesma forma, foram construídas duas maquetes em miniatura da casa da família para serem explodidas.
Filmar a explosão da casa foi um desafio, pois a produção só podia pagar uma câmera de alta velocidade necessária para filmar o efeito de miniatura em câmera lenta. As cenas com esta câmera foram feitas a 800 quadros por segundo (aproximadamente uma desaceleração de 33x), enquanto as câmeras normais que tiveram que ser mixadas apenas filmaram a 120 (5x lenta). O diretor de fotografia Thomas L. Callaway acha que a filmagem de 120fps parece “muito boba” e revela a verdadeira escala da miniatura.
Grande parte do filme foi filmado em uma casa real recém-construída em Santa Clarita, para a qual os proprietários ainda não haviam se mudado. Segundo Callaway, embora a casa fosse muito grande, todos os quartos eram inexplicavelmente minúsculos, o que tornava muito difícil filmar neles. Onde o roteiro exigia salas internas maiores para sequências de efeitos, elas foram construídas em um estúdio.
Steve White, que teve uma longa carreira como produtor, mas nenhuma experiência em direção, deixou grande parte do trabalho técnico para o diretor de fotografia Thomas L. Callaway. Callaway fez as listas de tomadas e cuidou do bloqueio, posicionamento da câmera e outras coisas.
A maquiagem para queimaduras de Lisa Robin Kelly levou cerca de duas horas e meia para ser aplicada. O orçamento do filme era de US$ 1 milhão, mas a produção acabou ultrapassando. Como resultado, Steve White perdeu seus honorários de diretor. Ou seja, até foi vítima da maldição de Amityville, de alguma forma...
Você percebe que acabou o dinheiro quando pegam o pôster do quarto filme, e usam meio que… ele mesmo… o qual é uma cena daquele filme. Abaixo, coloquei a cena da menina no sótão com a luminária do capiroto e os pôsteres. Certamente, a equipe teve que voltar para casa fazendo caminhada, porque não tinham dinheiro nem para a condução.
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