OS ASSASSINATOS DE AMITYVILLE (2018) - FILM REVIEW
Caso haja continuações demais, o remake tenha naufragado e o reboot queimado, não há opção a não ser explorar as circunstâncias que levaram aos crimes reais. O que nos leva a "Os Assassinatos de Amityville".
O filme conta a história dos assassinatos da família DeFeo sob uma perspectiva ficcionalizada, explorando os eventos que supostamente direcionaram Ronald DeFeo Jr. a cometer os crimes. Ele aborda os distúrbios mentais de DeFeo, influencias ocultistas e o cenário que o levou a assassinar sua família. O filme explora a dinâmica familiar conturbada dos DeFeo, mostrando os conflitos e tensões que existiam dentro da casa antes dos trágicos eventos.
À medida que a história se desenrola, o longa apresenta elementos de horror, mergulhando nos aspectos psicológicos e perturbadores da mente de Ronald DeFeo Jr. Ele retrata seus supostos distúrbios e as vozes que ele afirmava ouvir, que alegadamente o impulsionaram a cometer os assassinatos.
No filme, a avó Nona (Lainie Kazan) ensina Dawn e Butch a se comunicarem com espíritos presumivelmente benevolentes como proteção, usando uma “sala vermelha” escondida no porão para interações semelhantes a sessões espíritas. Mas agora que os DeFeos estão pensando em se mudar (o pai tem uma oferta de emprego na Califórnia), esses espíritos não parecem mais tão bons. Eles começam a criar distúrbios na casa, sitiando Butch psicologicamente até que ele se torne um perigo para si e para... bem, você sabe.
Burt Young e Diane Franklin, que interpretaram pai e filha em Amityville II: A Possessão (1982), interpretam pai e filha neste filme. Diane faz aqui a mãe da família enquanto no filme de 1982, ela era a filha.
Quase acerto
“Os Assassinatos de Amityville” não muda a história da saga da casa capiroto no cinema, mas merece crédito por tentar. Desde o segundo filme, não houve um único acerto. E ele alcança, assim, o posto de terceiro melhor filme da saga. Mas se olharmos todas as continuações, isto pode não querer dizer muita coisa...
O filme se concentra no horror que de fato foi real - os assassinatos - influenciados por forças ou não, o terrível fato ocorrido com aquela família é imutável.
O que mais contribui para a "dúvida" acerca da veracidade de que a casa era moradia do diabo é que, após os Lutz mudarem para a casa, ficarem menos de 1 mês e ganharem muito dinheiro com a situação, nunca mais houve "problemas" na casa, o que é algo incomum.
Há duas possibilidades mais evidentes: ou o rapaz era um tipo de "ativador" do mal e sendo assim, nada aconteceria com os Lutz. Ou a casa era realmente maligna, e aí, teria acontecido algo misterioso com algum morador posterior. Nenhuma das duas realmente ocorreu, portanto, aliando a natureza violenta do pai com alguma condição mental não declarada do rapaz, é provável que o crime não tem nenhuma influência fora do âmbito familiar.
“Eles estão todos mortos!”
O final do filme mostra o quão intrigante foi o fato de que cada vítima foi encontrada de bruços na cama, sem nenhum sinal de luta, embora elas (e os vizinhos) devessem ter sido acordados pelos sucessivos tiros.
Mas a verdade é que se todo fato estranho, ou que o homem não saiba explicar, for obra do demônio, vivemos no inferno desde sempre.
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