AGNÈS VARDA - 10 FILMES ESSENCIAIS
Agnès Varda nasceu em Bruxelas, Bélgica, em 30 de maio de 1928, como Arlette Varda. Seu pai era grego e sua mãe, francesa. Ela estudou História da Arte na Ecole du Louvre antes de conseguir um emprego como fotógrafa oficial do Teatro Popular Nacional em Paris. Gostava de fotografia, mas queria passar a fazer filmes.
Após alguns dias filmando a pequena cidade pesqueira de La Pointe Courte, na França, para um amigo, Varda decidiu fazer um filme próprio. La Pointe Courte, sobre um casal infeliz que tentava lidar com seu relacionamento em uma pequena cidade pesqueira, foi lançado em 1954 e foi considerado o precursor da Nouvelle Vague francesa. Ela foi casada com o diretor Jacques Demy de 1962 até a morte dele, em 1990. Seus filmes, fotografias e instalações são focados no realismo documental, feminismo e comentário social, com um estilo experimental distinto.
Varda recebeu o Leão de Ouro no Festival de Veneza, em 1985, por "Vagabond/Without Roof or Rule" e, em 2009, seu filme "As praias de Agnes" ganhou o César Award por melhor documentário.
Faleceu em 28 de março de 2019 aos 90 anos em decorrência de câncer, e hoje é nosso tema dos 10 filmes essenciais...
Fique com seus 10 filmes essenciais:
Um homem e uma mulher estão a ponto de se separar, após quatro anos de vida em comum. O homem passa férias em seu vilarejo natal, uma aldeia de pescadores próxima a Sète, chamada Pointe Courte. A mulher vem juntar-se a ele, antes da provável separação definitiva. Ambos passeiam, sonham com seu passado, confrontam seus sentimentos, numa busca incerta por si próprios.
Cléo (Corinne Marchand) é uma cantora francesa que vive um momento de angústia, enquanto espera o resultado de um exame. O teste pode apontar se ela tem ou não um câncer de estômago. Sem saber o que fazer, Cléo perambula pela cidade de Paris. Ela passa uma hora e meia fazendo coisas banais, à procura de distração, até que conhece um soldado que está prestes a ir para a guerra na Argélia.
A vida de François, um jovem carpinteiro, não poderia ser melhor. O sol brilha constantemente, os pássaros sempre estão a cantar, ele ama sua esposa e ela o ama de volta e seus dois filhos são belos e alegres. No entanto, um simples encontro quebrará o equilíbrio da vida de François e quando o carpinteiro percebe o problema, já está apaixonado por Emilie, apesar de ainda amar sua esposa.
Uma mulher muda vive em um pequeno vilarejo com seu marido, um escritor. Enquanto ela espera o nascimento de seu filho, o escritor começa um novo romance cujos personagens são baseados nos seus vizinhos e, a partir daí, a tênue linha entre a realidade e a ficção começa a ficar cada vez mais borrada.
França, década de 1970. Duas mulheres, Pomme (Valérie Mairesse) e Suzanne (Thérèse Liotard), veem suas vidas se entrelaçaram entre si e com o crescente movimento feminista da época. Elas se conhecem quando jovens e depois perdem contato durante dez anos, quando se encontram novamente. Agora, Pomme é uma cantora excêntrica e Suzanne tem um trabalho convencional.
Na cidade de Los Angeles, Emilie (Sabine Mamou), uma francesa recém-separada, procura um lugar para morar com seu filho de 8 anos, Martin (Mathieu Demy). Após encontrar uma residência, ela começa a recuperar móveis usados e segue uma vida repleta de solidão, em exílio. As memórias perturbam Emilie, que dedica toda a sua afeição ao seu filho.
É inverno no sul da França e o corpo de uma jovem é encontrado em um fosso. Mona (Sandrine Bonnaire) era uma andarilha e passou seus últimos dias andando pelas estradas francesas. Aqueles com quem Mona cruzou, conheceu ou conversou são os que contam quem ela era e o que aconteceu.
A célebre diretora Agnès Varda cria, através de sua estética autoral neste belo e inovador filme, um retrato poético, um ensaio expressionista, um documentário ficcional, uma fantasia realista e um olhar intimista e aprofundado sobre a carreira, a vida, a obra, a trajetória e os múltiplos talentos da atriz Jane Birkin.
Com fotografias, fragmentos de filmes, entrevistas, e pequenas encenações, Varda compõe uma autobiografia, num passeio do tempo de criança na Bélgica até Paris, da descoberta do cinema até a participação na Nouvelle Vague, do casamento e dos filhos até a vida depois da morte de Jacques Demy.
O documentário retrata uma experiência fotográfica e cinematográfica de dois talentos mundialmente reconhecidas por questionarem a cultura da exibição das imagens: Agnès Varda, cineasta, e JR, fotógrafo e criador de galerias e exposições fotográficas ao ar livre. Juntos, eles viajam por regiões da França bem longe dos centros urbanos, com um caminhão que captura imagens de forma mágica.
https://www.pipoca3d.com.br/2018/04/agnesvardaessenciais.html















