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O LETREIRO DE HOLLYWOOD - A HISTÓRIA


Origem e características do monumento

O famoso letreiro de Hollywood domina o topo do Mount Lee, em Los Angeles, como um dos símbolos mais reconhecidos do entretenimento mundial. A ideia de instalar as enormes letras surgiu no início da década de 1920, quando a Câmara do Comércio local procurava divulgar um novo empreendimento imobiliário na região. O projeto foi elaborado em 1921 e, dois anos depois, em julho de 1923, a estrutura foi oficialmente inaugurada.

Erguido em um terreno íngreme e de difícil acesso, o monumento foi pensado inicialmente como uma ação publicitária temporária para chamar a atenção de possíveis compradores de casas. A previsão era que permanecesse ali por apenas dezoito meses, mas o impacto visual foi tão grande que rapidamente se tornou parte inseparável da paisagem de Los Angeles. Posicionado de frente para o sul, o letreiro se estende por uma cordilheira com quase quinhentos e setenta metros de altitude, separando Hollywood do Vale de San Fernando e podendo ser avistado de diversos pontos da cidade.

https://www.pipoca3d.com.br/2015/04/letreiro-de-hollywood-e-suas-historias.html


Com o passar dos anos, a necessidade de preservar o símbolo levou à instalação de barreiras e sistemas de vigilância. Em meados de 2000, o Departamento de Polícia de Los Angeles implementou um moderno esquema de segurança com sensores de movimento e câmeras de circuito fechado. Qualquer atividade não autorizada nas áreas demarcadas aciona imediatamente alarmes que alertam as autoridades.

As dimensões das letras impressionam. Cada uma delas mede cerca de quatorze metros de altura e pode atingir mais de nove metros de largura, criando um impacto monumental que reforça o status do letreiro como um marco turístico e cultural.


Hollywoodland e as mudanças ao longo do tempo

Quando o letreiro foi erguido, a palavra que brilhava no alto da montanha não era apenas “Hollywood”. A instalação original promovia um loteamento chamado Hollywoodland, projeto que pretendia atrair compradores para uma nova comunidade residencial. Para chamar a atenção, foram colocadas cerca de quatro mil lâmpadas que piscavam durante a noite e reforçavam o clima de espetáculo que já cercava a cidade nascente do cinema.

O desenho das letras também era ligeiramente diferente do atual. Cada uma tinha quatorze metros de altura e chegava a doze metros de largura, criando uma presença ainda mais imponente do que a que se vê hoje. Embora a proposta inicial determinasse a remoção após dezoito meses, a enorme popularidade da estrutura convenceu as autoridades a mantê-la. Com o tempo, o nome “Hollywoodland” deixou de ter sentido comercial, e em 1949 o trecho “land” foi oficialmente retirado, deixando apenas o nome que se tornaria conhecido em todo o mundo.


Mesmo depois da alteração, o letreiro continuou a desafiar o tempo e as intempéries. O conjunto passou por reparos periódicos para manter a aparência marcante e seguiu como um dos elementos mais fotografados da paisagem de Los Angeles. Essa fase consolidou a transição de simples anúncio imobiliário para ícone cultural, marcando o início da sua longa carreira como símbolo da indústria cinematográfica.

Abandono, restauração e os novos guardiões do símbolo

Depois de anos de exposição ao vento e à chuva, o letreiro entrou em decadência. Já sem a manutenção planejada para um anúncio temporário, parte das enormes letras começou a ceder na encosta do Monte Lee, ameaçando o desaparecimento do que já era um marco de Los Angeles. Na década de 1970, pedaços inteiros se desprendiam e o governo local chegou a considerar a remoção completa da estrutura.


Foi então que um grupo de empresários e artistas decidiu bancar a reconstrução. Cada patrocinador financiou uma letra, em uma espécie de adoção coletiva. O valor cobria a substituição das placas antigas por novas, de aço, mais resistentes às condições climáticas. Entre os nomes que contribuíram estavam o fundador da revista Playboy, Hugh Hefner, que custeou o “Y”, o cantor Alice Cooper, que dedicou sua doação à memória de Groucho Marx, além de gravadoras, produtores e personalidades de Hollywood.

O esforço garantiu que o símbolo permanecesse no alto da colina, agora sob a supervisão de uma entidade criada para sua preservação: o Hollywood Sign Trust. Desde então, o letreiro recebe vistorias regulares e melhorias de segurança, com câmeras, sensores de movimento e acesso restrito para evitar vandalismo. A iniciativa transformou o antigo anúncio imobiliário em um patrimônio cultural permanente, protegendo a imagem que representa tanto a cidade quanto a própria história do cinema norte-americano.


Ao longo das décadas, o letreiro de Hollywood também se tornou palco de acontecimentos curiosos e irreverentes. Um dos mais marcantes ocorreu em 1932, quando a jovem atriz Peg Entwistle, frustrada com a carreira, subiu até a letra H e saltou, gesto que acabou lhe dando a fama que não conquistara em vida. Décadas mais tarde, já nos anos 1970, o monumento foi usado como tela para protestos e brincadeiras. 

Em 1973, o ativista Danny Finegood cobriu parte das letras para formar a palavra Hollyweed, celebrando a mudança nas leis da Califórnia sobre o uso de maconha. Outras intervenções seguiram: em celebrações religiosas, o letreiro virou Holywood; para saudar as Forças Navais, surgiu o enérgico Go Navy; campanhas publicitárias transformaram as letras em Fox, Jollygood ou até Perotwood, durante uma eleição presidencial. Em jogos universitários, torcedores criativos escreveram Go UCLA ou USCwood, e até manifestações políticas, como a frase Oil War, já foram projetadas na encosta.


Essas modificações, quase sempre clandestinas, ajudaram a consolidar a aura de rebeldia em torno do símbolo. Mesmo com o reforço da segurança e a instalação de câmeras e alarmes, a ideia de alterar temporariamente o letreiro permanece na memória coletiva como parte de seu folclore. 

O que nasceu como propaganda de um loteamento em 1923 evoluiu para um ícone que resiste ao tempo, carrega histórias de ambição e tragédia e reflete, em cada uma de suas gigantescas letras, o poder de reinvenção de Hollywood e do próprio entretenimento norte-americano.

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