BRINQUEDO ASSASSINO 2 (1990) - FILM REVIEW
🔷 Brinquedo Assassino 2 (1990)
Continuar um filme icônico é natural do horror. Então, Brinquedo Assassino 2 chegou aos cinemas dois anos depois. Na história, o menino que sobreviveu aos ataques do serial killer, que se apossou de um brinquedo e o transformou em um instrumento de terror e morte, refez sua vida com o auxílio de uma família.
Enquanto isto, na tentativa de salvar suas reputações, os fabricantes do boneco assassino o reconstroem, para provar que não há nada errado com ele. Ao fazerem isto, eles trazem a alma do serial killer de volta a vida e novamente o brinquedo passa a ameaçar a vida do garoto.
A volta
Depois que o produtor David Kirschner escolheu John Lafia (roteirista do primeiro) para dirigir o filme, Lafia decidiu trazer Don Mancini de volta para escrever o roteiro porque os dois se tornaram amigos íntimos que se davam bem e queriam ver quais ideias Mancini teria para o segundo filme.
Ao contrário do filme original, Mancini foi o único roteirista do filme. Por sentir que o personagem Chucky não foi desenvolvido todo o seu potencial no primeiro filme, Mancini deu a ele uma verdadeira personalidade e interpretou os eventos do filme a partir dele.
Don também foi capaz de reutilizar várias ideias do filme original. Principalmente as sequências de sala de aula e de fábrica, mas ainda permaneciam confinadas à mitologia vodu estabelecida pelo diretor do filme original, Tom Holland, da qual Mancini se dava muito bem.
Houve muitos rumores sobre por que Catherine Hicks não reprisou seu papel como Karen Barclay na sequência. Uma ideia aceita é que ela estava grávida de seu marido Kevin Yagher, que operava o boneco animatrônico Chucky, na época (eles se conheceram no primeiro filme).
Mas o fato é que o diretor John Lafia queria levar a história em uma nova direção. Uma que não incluía sua personagem, exceto uma cena que mostra o motivo dela ser enviada para uma instituição mental. Apesar de não reprisar seu papel, ela estava constantemente no set da sequência para visitar o marido.
O roteiro original tinha uma cena de abertura de uma audiência judicial tratando dos eventos do filme anterior, com Karen Barclay e Mike Norris defendendo Andy, onde os restos mortais do corpo queimado de Chucky eram armazenados em um armário de evidências (que apresentava uma participação especial mostrando a luva de Freddy, a máscara de hóquei de Jason), mas é então levada pelos executivos da empresa Play Pals para reconstruí-lo.
Catherine Hicks iria repetir seu papel de Karen Barclay nesta sequência, mas ela foi cortada antes do início das filmagens. Elementos dessa cena apareceram em uma cena semelhante de tribunal em A Maldição de Chucky (2013) e a abertura do armário de evidências foi reformulada em A Noiva de Chucky (1998).
Uma novelização ligada ao filme foi escrita mais tarde por Matthew J. Costello. O autor adicionou algumas de suas próprias cenas de enredo exclusivas do romance, como se aprofundar no passado de Andy Barclay e Chucky. Chucky é caracterizado por ter um pai ausente e sua mãe abusiva ser uma anã. Chucky foi muito provocado por causa disso e depois estrangulou sua mãe até a morte. Além disso, Chucky foi colocado em classes especiais quando era mais jovem.
Cinema falando de cinema
O momento em que Andy e Kyle tentam sair da fábrica com o túnel de caixas do Mocinho foi uma homenagem direta a O Iluminado (1980). O filme também faz uma alusão a A Hora do Pesadelo (1984), na cena em que Andy vai de ônibus escolar para a aula (que é bem similar ao do filme de Craven), e na cena seguinte, já no colégio, a cena das crianças brincando é semelhante ao filme de Freddy Krueger.
Na sequência da fábrica, há outra referência visual a outro clássico de 1984, O Exterminador do Futuro.
O Estrangulador de Lakeshore
A ideia era o filme se passar no Natal, justificando a quantidade de Chuckys que veríamos. Curiosamente, os trágicos acontecimentos ao redor de Andy são similares ao de outro garoto, só que do filme Noite Silenciosa, noite mortal, também lançado em 1984 (posteriormente rebatizado de Natal Sangrento).
Curioso pensar que o roteiro dos próximos filmes poderiam explorar esta dinâmica, mostrando que a incapacidade de Andy em lidar com tudo aquilo provocou uma ruptura no personagem, fazendo dele próprio, um serial killer.
Pena que isto não aconteceu.
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