CUBO (1997) - FILM REVIEW
🔷 Cubo (1997)
De tempos em tempos, o cinema proporciona pérolas do horror, como Atividade Paranormal, O Poço, Jogos Mortais, Bruxa de Blair, e claro, Cubo. Pérolas estas, caracterizadas por um orçamento baixo, nenhuma expectativa envolvendo o lançamento e ainda assim, se tornam cult movies ou fazem muito sucesso.
Lançado em 1997 e dirigido por Vincenzo Natali, o filme se tornou cult, colocando o diretor no cenário dos filmes de horror. Depois realizou Splice - A Nova Espécie (2009), O ABC da Morte 2 (2014), Campo do Medo (2019) e episódios de séries como Hannibal, O Gabinete de Curiosidades de Guillermo Del Toro e Periféricos.
Em Cubo, um policial (Maurice Dean Wint), um ladrão (Wayne Robson), uma matemática (Nicole de Boer), uma psicóloga (Nicky Guadagni), um arquiteto (David Hewlett) e um jovem autista (Andrew Miller) são misteriosamente presos em um cubo. Sem comida nem água, eles precisam encontrar um meio de sair do local. Cada sala tem portas nos seis lados, e algumas dessas portas levam a outras salas, enquanto outras levam a armadilhas mortais. Os personagens têm a tarefa de navegar pelo labirinto e descobrir a lógica por trás das salas para sobreviver.
Conforme o grupo avança, diferentes personalidades e habilidades são reveladas entre os personagens. Eles logo percebem que cada um deles possui uma habilidade especial que pode ser útil na resolução dos desafios do cubo. No entanto, tensões e conflitos também surgem no grupo à medida que aumenta o desespero e a incerteza sobre a sua situação.
Ao longo do filme são levantadas questões sobre a origem e a finalidade do cubo, bem como a identidade dos personagens e o motivo do seu aprisionamento naquele local. No entanto, o filme não dá respostas definitivas a estas questões, deixando muitos dos seus mistérios sem solução.
Mas a resposta estava no início, quando o ladrão diz que o que eles mais deveriam temer, eram eles mesmos. A natureza conflituosa do ser humano é o objeto de estudo, afinal, ela é mais letal que as armadilhas.
O filme apresenta uma abordagem minimalista em termos de cenários, já que a maioria da ação se passa nas salas do cubo. Cada quarto foi concebido de forma idêntica e tem uma estética industrial opressiva, reforçando a sensação de claustrofobia e desespero.
Cubo também levanta questões sobre a natureza humana e a moralidade. Alguns personagens estão dispostos a fazer o que for preciso para sobreviver, mesmo às custas de outros, enquanto outros lutam para manter sua integridade moral. Isto alimenta a reflexão sobre os limites da ética e da sobrevivência em situações extremas.
O final deixa espaço para interpretações pessoais como:
A natureza cíclica da existência: cada desafio vencido representa a ideia de que a vida é um ciclo interminável de desafios e aprisionamento. Isto implica que o processo de busca de sentido e fuga pode ser incessante e repetitivo.
A falta de respostas definitivas: o filme se concentra mais na experiência e nas emoções dos personagens do que em fornecer uma explicação completa dos mistérios do cubo. O final aberto pode ser um lembrete de que a própria vida é cheia de incertezas e perguntas sem resposta.
A impossibilidade de escapar das limitações e restrições: não importa o quanto tentemos escapar ou encontrar respostas, sempre haverá novas armadilhas e desafios à nossa espera.
Subversão de expectativas: ao não apresentar uma conclusão clara e definitiva, o filme evita cair numa resolução fácil e previsível, o que pode levar a uma maior reflexão e debate sobre os seus temas e mensagens.
O longa, na totalidade, representa a complexidade e a imprevisibilidade do mundo em que vivemos.
As coordenadas cartesianas: solução proposta pela matemática
São um sistema de coordenadas usado para representar pontos em um plano ou no espaço tridimensional. Este sistema foi desenvolvido pelo matemático e filósofo francês René Descartes no século XVII e recebeu esse nome em sua homenagem.
Num plano bidimensional, as coordenadas cartesianas são representadas por um par ordenado (x, y), onde “x” representa a posição horizontal do ponto e “y” representa a posição vertical do ponto. O ponto de origem, onde as coordenadas x e y são 0, está localizado na intersecção dos eixos x e y, sendo chamado de ponto (0, 0) ou origem.
Em um sistema de coordenadas tridimensional, uma terceira coordenada “z” é adicionada para representar a posição na direção vertical. As coordenadas cartesianas tridimensionais são representadas por uma tripla ordenada (x, y, z), onde “x” representa a posição horizontal, “y” representa a posição vertical e “z” representa a posição na direção vertical.
O sistema de coordenadas cartesianas permite uma representação precisa da posição de um ponto em relação a um ponto de referência, como a origem. É amplamente utilizado em matemática, física, computação gráfica e outras disciplinas para descrever e analisar relações espaciais entre pontos em um plano ou no espaço tridimensional.
Permutação: outra solução proposta pela matemática.
É um conceito fundamental na teoria dos números e na matemática em geral. Refere-se a uma reorganização de elementos em uma determinada ordem ou sequência. Em outras palavras, é uma maneira de organizar os elementos de um conjunto em uma ordem específica.
Existem dois tipos principais de permutações: permutações com repetição e permutações sem repetição.
Permutações sem repetição: Nesse tipo de permutação, todos os elementos são distintos e não há repetição. Por exemplo, considere o conjunto {A, B, C}. As permutações sem repetição desse conjunto seriam ABC, ACB, BAC, BCA, CAB e CBA. O número total de permutações sem repetição de um conjunto de "n" elementos é dado pelo fatorial de "n", representado por "n!".
Permutações com repetição: Nesse tipo de permutação, há elementos repetidos no conjunto. Por exemplo, considere o conjunto {A, A, B}. As permutações com repetição desse conjunto seriam AAB, ABA e BAA. Para calcular o número de permutações com repetição, é necessário considerar o número de vezes que cada elemento se repete. Supondo que o conjunto tenha "n" elementos, e "n1" deles sejam do tipo 1, "n2" do tipo 2, e assim por diante, o número total de permutações com repetição é dado por n! / (n1! * n2! * ... * nk!), onde n1, n2, ..., nk são as quantidades de repetição de cada elemento.
Dicas, mas que não esclarecem o que queremos:
Todos os personagens têm o nome de prisões espalhadas pelo planeta:
"Leaven" e "Worth" combinam-se com a prisão federal "Leavenworth". "Rennes" se refere ao "Centre penetentiare Rennes" que é a única prisão feminina na França; "Quentin" à famosa "Prisão Estadual de San Quentin" na Califórnia. "Holloway" se refere às "prisões de Sua Majestade Holloway" na Inglaterra, novamente apenas para mulheres (a maior do Reino Unido).
Os personagens não apenas têm nomes de prisões, mas também refletem as próprias prisões. Exemplo: Kazan (o personagem autista) na Rússia era uma prisão para doentes mentais. Rennes (o “mentor”) é uma prisão francesa que foi pioneira em muitas das políticas prisionais atuais. Quentin (o detetive) é conhecida por sua brutalidade. Holloway era uma prisão feminina, como dito, na Inglaterra, e Alderson é uma prisão onde o isolamento é uma punição comum. Leavenworth segue um conjunto rígido de regras (matemática de Leaven), e a nova prisão é de propriedade e construção corporativa (Worth, contratado como arquiteto).
A cor da sala não tem nada a ver com a presença ou não de uma armadilha; entretanto, às vezes significam o que acontece dentro delas, com branco representando descoberta. Sempre que os personagens fazem algum tipo de descoberta, é dentro de uma sala branca. O vermelho representa morte ou angústia. Kazan é perturbado por salas vermelhas, e muitas vezes, os personagens se confrontam e lutam em salas vermelhas. Curiosamente, os atores gostaram de filmar cenas na sala branca, mas não gostaram de filmar na sala vermelha.
As imagens nos lados do cubo lembram placas de circuito
Juntando estas 3 informações, podemos dizer que eles estão presos em uma engrenagem, que depende da suas energias negativas para o Cubo funcionar. Apenas dois dos sete personagens, são mortos em armadilhas. E ambos no início, afinal, a resposta estava no início. Eles nunca deveriam ter saído do lugar. Afinal era melhor não terem tentado sair, já que a realidade era pior.
"O que tem lá fora?
A vasta estupidez humana".
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