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DE VOLTA AO PLANETA DOS MACACOS (1975) - SÉRIE REVIEW

 

🔷 De volta ao Planeta dos Macacos (1975 -76)

Criada por David H. DePatie e Friz Freleng e com os 13 episódios dirigidos por Doug Wildey (que fez séries como Homem-Aranha e seus Incríveis Amigos - 1981, Godzilla - 1978, Jonny Quest -1964), De Volta ao Planeta dos Macacos foi lançada em 1975.

A partir do ponto em que, um tipo de buraco negro joga os astronautas em um futuro distante e dominado por macacos, cada filme, série live action, série de animação ou remakes podem seguir suas próprias conveniências, e ainda assim, serem canônicas. Em De Volta ao Planeta dos Macacos, acompanhamos 3 novos astronautas (um branco, um preto e uma mulher, mostrando que a série sempre foi representativa) caindo no mundo dos macacos. 

No primeiro episódio, como não havia mais o mistério de onde estavam para o público, o planeta dos macacos já é apresentado, com os personagens símios discutindo uma possível revolução dos homens e que ela deveria ser interrompida. Em paralelo, vemos os astronautas explorando, enquanto presenciam algumas sequências similares aos filmes, como as pedras rolando e o fogo que aparece e some.

Logo descobrem humanos e uma em particular, tem a corrente de identificação de Brett (James Franciscus), do segundo filme da série live action. A humana em questão é ninguém menos que Nova. Em seguida, são atacados pelos macacos, liderados pelo general Urko, sedentos em extirpar o mal que assolou o planeta: o homem.

A série não se limita ao cenário insólito dos primeiros filmes e mostram cidades, desenvolvidas, com prédios, praças, esculturas. Uma variação da pompa do Império Romano. Há inclusive uma variação do Coliseu e "jogos", como na Roma antiga. Porém, no lugar de carroças, vemos tanques de guerra, mostrando como o militarismo é o caminho mais rápido para ditadores trilharem.

No segundo episódio, dois rostos conhecidos protagonizam cenas similares ao primeiro Planeta dos Macacos: Zira e Cornelius interagem com o astronauta branco e ela o chama de Olhos azuis, como no primeiro filme. Como Brett faz parte da narrativa, e ele aparece após Taylor, percebemos que a série reescreve a história, ignorando Taylor e a bomba no final do segundo filme, que motivou Zira, Cornelius e o macaco vivido por Sal Mineo retornarem no tempo no terceiro filme da cinessérie.

No terceiro episódio, os dois astronautas conseguem fugir e finalmente descobrem que estão na Terra, dois mil anos depois. A mulher, que caiu numa fenda gerada por um terremoto, continua sumida. Até que descobrem um povo em uma instalação, adorando-a, chamando a astronauta de USA (sim, a United States of America). Considerando que no segundo filme, também havia um povo subterrâneo, só que adorando uma bomba. 

Muda o elemento, mas a estupidez é a mesma

O quarto episódio, segue as tentativas do general Urko em encontrar o "Olhos azuis", enquanto a dupla de astronautas retorna escondida à cidade para buscar ajuda de Zira e Corneluis a fim de mover os humanos primitivos para outra região. Paralelamente, vemos que a cidade dos macacos é plenamente desenvolvida, inclusive com embarcações. 

Os astronautas se deparam no caminho com uma aranha gigante, um tipo de mutação até então deixada de lado em todos os filmes.

Até este momento da série, ela apresenta um roteiro pobre, pouco criativo, cheio de conveniências. De uma maneira geral, todos os personagens parecem perdidos, mas a série deve ser um ótimo programa para saudosistas que assistiram na época. O efeito da nostalgia é mais forte que a percepção real da animação.

Os planos da cidade são limitadíssimos e há uma interminável repetição de cenas que denota economia. Estes fatores roubam um pouco da experiência em rever a série, mas imagino que uma criança da época não perceba nada disso e apenas se divirta com tudo mostrado.

No quinto episódio, os astronautas voltam na nave, se aventurando na zona proibida (outro monstro marinho ataca o "Olhos azuis" enquanto ele acessa a nave). Enquanto isso, descobrimos que os macacos têm imprensa. E ao publicarem a notícia de que um macaco ficou traumatizado com a ida à zona proibida, por ver naves espaciais e humanoides desenvolvidos, conseguimos traçar um estranho paralelo com nossa realidade, onde a imprensa foi demonizada em um governo quase militar. Os macacos também partem para o zona proibida para verificar a história. 

A partir daí, percebemos que a história, ainda que contínua, seja uma repetição de MacGuffins, como no sexto, que temos Cornelius descobrindo em uma caverna, o plano de criação de um balão e decide colocá-lo em prática, o que o leva a descobrir outra civilização de macacos numa montanha gelada, encontrando, inclusive, Tigor, uma variação de King Kong (!!!). No sétimo, Judy pede ajuda aos astronautas por conta de um perigo eminente. O mais curioso é um diálogo com Zaius, entre Urko, Cornelius e Zira. Eles pronunciam, simplesmente, o embate: "Armas" e "Ciência". 

Inacreditável como o militarismo questiona a ciência e a imprensa, desde sempre, fazendo disto a base de seu idealismo, aparentemente frágil, mas que arrebata seguidores com muita facilidade. No oitavo episódio, intitulado "O poder das armas", descobrimos que os macacos dominam a aviação, pilotando um avião da Segunda Guerra Mundial (??). Inclusive conhecemos a base onde os aviões são mantidos e restaurados.

Caminhando para o final, o termo "Ditadura militar" é dito por Zaius, caracterizando toda ideia que notei durante os episódios e comentei acima. Inclusive, Urko usa o termo "macaco patriota", algo que assusta pela similaridade com eventos que ocorreram no Brasil (e em outros países, evidentemente).  Mas, não se trata de uma série visionária. É apenas um padrão de comportamento, e bastante notável.


O nono episódio concentra na fuga dos Humanoides por meio de jangadas e Urko os caçando. No episódio, também descobrimos que Brett está vivo. E também que ele conheceu Nova quando era criança e passou a viver na nave. 

No episódio 10, tomamos conhecimento de que a Terra virou uma variação da Ilha da Caveira, quando somos apresentados a um animal semelhante a um dragão (já vimos um macaco gigante, serpente e aranha, animais que aparecem na versão integral de King Kong, do ano de 1933).

Já o episódio 11 se concentra nos esforços para salvar Nova de um vírus (governo militar e agora vírus!!!). No penúltimo, Urko planeja uma guerra contra o povo subterrâneo plantando uma... fake news!!!

E no décimo terceiro, após perder sua patente temporariamente, Urko influencia seus seguidores a irem extirpar os humanoides. A série termina de maneira inconclusa e insatisfatória, mostrando Cornelius e o Olhos azuis voltando ao lar do Tigor, a fim de pegar um livro que ajudará o povo humanoide a se reerguer. 

Considerando que o livro estava com eles, episódios atrás, e agora, quase morreram para pegar o livro novamente, no local que eles haviam escondido, a série termina como começou: sem ideias, sem criatividade, andando em círculos e não chegando, evidentemente, a lugar nenhum. 

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