RESIDENT EVIL 6: O CAPÍTULO FINAL (2016) - FILM REVIEW
🔷 Resident Evil 6 -O último capítulo final (2016)
Aproveitei o título para fazer um paralelo com a loucura que é maratonar Resident Evil. A falta de coesão entre cada trama, e ao mesmo, o didatismo de recontar cada acontecimento anterior como se o público fosse incapaz de entender, é de causar rage.
E quando fui buscar o subtítulo deste filme, simplesmente encontrei ou O último capítulo, ou Capítulo final, demonstrando que não acertam nem mesmo no título. E colocar Iain Glen, mais com nítidos 10 anos a mais, para fazer o personagem mais novo que no primeiro filme, não ajuda.
Aliás, recapitular os cinco filmes anteriores com cenas dos mesmos, chega a ser idiota. Uma solução infantil. Dito isto, os minutos iniciais, que pregam uma nova origem do surto mundial (acredite, ele muda todo filme), são ótimos.
Meu nome é Alice, e todo mundo já sabe.
Paul W. S. Anderson consegue o milagre de sabotar até o que ele acerta. O frenético início, tem semelhanças com o tom desértico do terceiro, uma bela fotografia, mas tudo absurdamente atrapalhado por 10 mil cortes, tentando colocar ação até em olhar para o pôr do Sol.
Cheguei a conclusão que é um diretor ruim mesmo. Mas este "O último capítulo final" é o melhor entre os que ele dirigiu. E isto não é muito, acredite. Todo monstro que aparece, só é possível vê-lo, se pausar. 95% deste filme foi filmado com uma câmera portátil controlada pelo próprio diretor.
O filme se passa três semanas após os eventos de Resident Evil 5: Retribuição (2012), apesar de ter sido lançado quatro anos depois. Nunca é revelado o que aconteceu com Jill Valentine (Sienna Guillory), Ada Wong (Bingbing Li), Leon S. Kennedy (Johann Urb) e Becky (Aryana Engineer), que sobreviveram ao filme anterior, mas estão ausentes deste.
Wesker é um vilão novamente e a Rainha Vermelha, que mais uma vez é modelada a partir de uma personagem infantil diferente (a filha do Dr. Marcus aqui e a filha do Dr. Ashford no segundo filme), agora é aliada de Alice. Embora Wesker e Dr. Isaacs sejam inimigos em filmes anteriores, e Wesker fosse o chefe de Isaacs, eles agora são aliados, e Wesker é o capanga de Isaacs.
Qualquer rombo da história pode ser, convenientemente, explicado pela teoria de que são clones.
Tragédia (s)
A dublê Olivia Jackson se envolveu em um acidente de moto durante as filmagens. A perigosa façanha envolveu ela dirigindo uma motocicleta em direção a uma câmera montada em um guindaste, enquanto ela não usava capacete, pois a cena exigia que ela não usasse.
O guindaste apresentou defeito e não saiu do caminho a tempo. Percebendo isso, ela tentou (e falhou) bloqueá-lo com o braço. Ela teve vários ferimentos graves com risco de morte, incluindo uma coluna torcida, discos quebrados, sangramento cerebral, escápula quebrada, nervos rompidos, vazamento de fluido cerebral, rosto desluvado (que é quando a pele facial é arrancada para revelar tecido muscular e dentes), órbita ocular quebrada que teve que ser recolocada com pinças, caco de maçã do rosto perfurando seu tímpano, dedos arrancados de sua mão, um osso inteiro arrancado de seu braço.
Seu braço esquerdo, que sofreu esses ferimentos, foi ferido tão gravemente que teve que ser amputado. Ela foi colocada em coma induzido por 17 dias para realizar todas as cirurgias. Paul WS Anderson ficou tão devastado pelo acidente que quase desistiu do projeto, enquanto Milla Jovovich visitou Jackson no hospital e levou flores para ela. Jackson processou (e ganhou) da produtora pelos ferimentos no local de trabalho, já que ela foi inicialmente compensada em apenas US$ 33.000 pelos ferimentos.
Durante as filmagens na África do Sul, um Humvee mal fixado escorregou de uma plataforma giratória, esmagando o membro da equipe Ricardo Cornelius contra uma parede. Ele foi levado às pressas para o hospital e colocado em aparelhos de suporte de vida, mas morreu algumas horas depois. Foi o segundo acidente no set do filme, e o único fatal. O filme é dedicado à sua memória.
O duro trabalho de criticar
Com uma arrecadação nos EUA de apenas $26,8 milhões, este filme foi o filme de menor arrecadação de toda a série. No entanto, quando você considera os mercados estrangeiros, o filme arrecadou uma bilheteria mundial de $312 milhões, o que significa que este filme é, na verdade, o filme Resident Evil de maior arrecadação.
Ou seja, o público americano foi mais perspicaz em entender a canoa furada que é Resident Evil.
Em tempo, um checklist:
Os clones foram esquecidos na história. ✔️
Os poderes da Alice foram esquecidos na história.✔️
E quando a Rainha Vermelha diz à Alice que há um traidor no grupo, ela simplesmente não faz nada e o filme segue, até ele aparecer. Ela não usa a informação para se precaver ou desconfiar para no final, descobrirmos que ela sabia, através da pior explicação possível, através do diálogo: "-Como você sabia?", ela responde "-Porque você sobreviveu!". Hora, não havia meio dela saber, já que as mortes ocorrem de maneira imprevisível e aleatórias. ✔️
Alice mata monstros gigantescos com uma facilidade ímpar, mas ao enfrentar o cientista vilão, ela quase não dá conta.✔️
Paul W. S. Anderson fez o roteiro.✔️
Quando fui conferir este texto no final reparei que não coloquei a história do filme; foi um erro, mas agora, repensando, qual é a trama do filme? Não importa.
O que importa era seu objetivo: ser ridícula. Curioso que se levarmos em conta a opinião de muitos, nem isto ela conseguiu. Fiquei pensado: será que o público pagou para conferir se esta confusão ia acabar? Ou por que se identificou com ela? Aposto na segunda opção...

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