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A VOLTA DOS SETE HOMENS (1966) - FILM REVIEW

 

O retorno dos Sete magníficos (1966)

Os residentes de um vilarejo mexicano são intimidados pelo cruel Lorca, que tem 50 (ou 60?) capangas que forçam os moradores a construírem uma igreja em homenagem aos seus filhos mortos. Chico, que previamente tinha se juntado a outros seis pistoleiros exímios para proteger o vilarejo em época de necessidade, é capturado como mão de obra. A notícia chega a Chris e Vin, que se unem a outros 4 homens para socorrerem o povoado e resgatar o sétimo do grupo.

Apreciar um bom filme é uma arte pessoal. Não importa muito o título ou histórias de bastidores. Neste sentido, A Volta dos 7 Homens é um bom programa. Mas vou além do que vemos na tela e falar um pouco do todo, o que, necessariamente, não influenciará na experiência de gostar ou não do filme.

Para começar, os títulos veiculados por aqui. Você pode encontrar o filme como Sete Homens e Um Destino 2 e A Volta dos Sete Homens. O primeiro título, é terrível para um filme do gênero. Já A Volta dos Sete Homens não faz nenhum sentido, já que no filme anterior, quatro dos 7 são mortos.

Yul Brynner insistiu que só faria este filme se Steve McQueen não estivesse envolvido, porque achava que McQueen roubava muito a cena. McQueen inicialmente manifestou interesse em fazer o filme, mas depois decidiu que o enredo era muito absurdo e recusou.

Steve McQueen não repetiu o papel de Vin, optando por aparecer em O Canhoneiro do Yang-Tsé (1966), dois meses depois. Acabou sendo uma escolha melhor, já que ele foi indicado ao Oscar de Melhor Ator e ao de Melhor Filme.

É curioso pensar que o diretor do primeiro Sete Homens, John Sturges, McQueen, Bronson e Coburn se reuniram em Fugindo do Inferno, em 1963, produção que Brynner não faria justamente por conta de Steve. Brynner não fez grande escolhas e talvez, Westworld: Onde Ninguém tem Alma, de 1973, seja o que melhor represente a ruindade de Brynner como ator, pois ele faz um robô, que emula Cris de 7 Homens, usando inclusive a mesma roupa. 

Um detalhe que faz toda diferença: a interpretação é a mesma, denunciando como Brynner é robótico em seus personagens. E como não temos o carisma que McQueen na continuação, não temos em quem nos apoiar. 

Os novos membros incluem um pistoleiro interpretado por Robert Fuller, um especialista em facas interpretado por Warren Oates, um atirador de arco e flecha interpretado por Claude Akins, e outros. Juntos, eles formam um grupo heterogêneo, cada um com suas habilidades únicas, para enfrentar o inimigo em um confronto final.

Embora este filme revisite a vila do primeiro filme, ele foi rodado na Espanha, não no México. Entre os muitos motivos estavam as dificuldades que ocorreram entre os cineastas americanos, a equipe mexicana e os censores do governo durante as filmagens do primeiro filme.

O filme tem roteiro de Larry Cohen, conhecido pelo cinema de horror "B" que dirigiu, alguns bastante cult movies como Nasce Um Monstro (1974) e suas continuações, A Coisa (1985), Vampiros de Salem, O Retorno (1987) e A Ambulância (1990).

"A Volta dos 7 Homens" foi lançado em uma época em que os chamados Westerns Spaghetti, filmes de faroeste italianos, estavam ganhando popularidade. Esses filmes, influenciados pela estética e estilo do diretor italiano Sergio Leone, muitas vezes apresentavam abordagens mais sombrias e realistas para o gênero faroeste. Ainda que "A Volta dos 7" seja uma produção americana, ele incorpora algumas influências do Spaghetti Western, como a violência crua e uma atmosfera mais áspera.

O filme é dirigido por Burt Kennedy. Ele começou sua carreira na indústria cinematográfica como roteirista. Ele escreveu vários roteiros para filmes de faroeste, incluindo "Os Brutos Também Amam" (1953) e "A Marca da Forca" (1957). Posteriormente, ele fez a transição para a direção, onde fez filmes regulares, sem nunca, dirigir algo inesquecível. Seus filmes muitas vezes combinavam elementos de ação, comédia e drama, o que nem sempre combinava no faroeste.

Um elemento destoa bastante em 7 Homens: a trilha. O tema belíssimo de Elmer Bernstein, que pontua cada momento específico do primeiro filme, é jogado aqui, como se cada nuance da música não fosse pensada para o primeiro, resultado em sequências onde a trilha não harmoniza com a cena. Outro ponto que incomoda bastante é o frustrante final. Basicamente, 6 homens se reunem para resgatar o sétimo, e no final, morrem 5, inclusive o que foi resgatado.  

Este segundo filme merece ser visto pelo público carente de bons faroestes, já que ele é acima da média da maioria, mas nunca poderia ser comparado com o antecessor, até para não prejudicar a experiência.



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