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O PLANETA DOS MACACOS (1980) - SÉRIE REVIEW

🔷 O Planeta dos Macacos (1980)

19 de agosto de 1980

Planeta dos Macacos, a série, tem um tom semelhante aos programas da época, o que, por si, caracteriza acertos e erros. Ela começa da mesma forma que o filme, mas como a surpresa foi entregue, não havia necessidade de maquiar os acontecimentos. Tal como no primeiro filme, no terceiro (que os macacos voltam no tempo) e na animação, algum astronauta é logo retirado de cena, morto (como é o caso daqui) ou sequestrado (animação). Mas por algum motivo, os produtores entendiam que a ação se desenrolava melhor com dois protagonistas.

A dinâmica do planeta é bem diferente. Aparentemente, menos hostil. Os primeiros humanos que somos apresentados, não são tão primitivos, ainda que os macacos sejam dominantes. Ainda no primeiro episódio, descobrimos que a série se passa cerca de 10 anos após os filmes, levando em conta que a nave de Taylor havia caído no planeta. 

Os cenários iniciais e certas dinâmicas lembram muito faroestes. Até mesmo o humano que ajuda os astronautas, se assemelha a um indígena. A série também dá continuidade ao livro misterioso da animação, que agora descobrimos que mostra o passado da Terra, governado por humanos. 

Os episódios têm o tamanho padrão da época, com 50 minutos, que parece longo, mas a trama é sempre leve, tornando o programa agradável. O primeiro episódio é basicamente, sobre a readaptação dos astronautas à nova realidade. O segundo, resgata o paralelo com a Roma antiga, colocando homens para digladiarem. No terceiro, um dos astronautas cai em uma rachadura, com Urko, que os perseguia. E ambos são obrigados a se ajudarem para sobreviverem.

Curioso que, até agora (quinto episódio), os astronautas não parecem motivados a sair do planeta, ou de repente, voltar no tempo. Eles estão apenas explorando e lidando com os macacos. Mas mesmo que a série não tenha um objetivo em si, é muito envolvente, como o tenso episódio sete, em que um dos astronautas toma um tiro. 

Já no oitavo, um homem é atacado por uma variação da Ku Klux Klan, porém, símia. Conhecemos também uma macaca cega, sobrinha de um membro da tribo assassina. É o episódio mais politico e interessante até agora, incluindo uma discussão sobre livros e sua proibição, lembrando um pouco Fahrenheit 451. Duas linhas bem traçadas sobre amor e ódio se desenrolam de maneira bastante satisfatória.


Você não deve confiar num amor que surge tão rápido.

Tempo é alguma garantia que o amor seja seguro?

 

O episódio mostra o poder (que é bem real) do ódio ensinado. A macaca, quando descobre que o suposto macaco ao qual se apaixonou era, na realidade, o astronauta, ela o repudia, sendo que ele havia acabado de salvar sua vida. E no final, quem a convence que o homem é bom, é seu tio, que é macaco e da KKK. Irônico.

Outro episódio muito interessante é o do surto de malária (Episódio 12 Intitulado "A cura"), onde há uma discussão pertinente quanto às causas, consequências e quarentena, realidade que nossa geração viveu em 2020. E há um ponto similar que vale a pena ser citado: quando o médico diz sobre a doença, Urko (o militar) e um membro do conselho (elite), riem da situação. Quando os macacos passam a usar máscaras para se proteger do mosquito, Urko zomba da atitude.

E quando o médico acha a cura, Urko desacredita nela e não permite que seu soldado, contaminado, tome o remédio. Incrível, não? Como são situações similares. Urko não admite estar errado nem quando vê todos curados.

Um dos pontos que mais me chamaram atenção em toda série é que ela melhora conforme o tempo passa. Mesmo que a série evolua, ela permanece de maneira episódica até o final. Mas a proposta do episódio 14 é bem mais interessante do que as dos filmes. Ela mostra um homem criando uma forma de voar, demonstrando que o macaco não veio para ficar, pois nega evoluções o tempo todo. Preferem permanecer burros e limitados e através disto, permanecerem em uma zona de segurança. 

O homem, por sua vez, tem uma tendência ambiciosa natural. Isto provavelmente o fará dominar a Terra novamente, ainda que, invariavelmente, suas ambições o levem à sua própria queda em algum momento. 


O planeta, nem é dos macacos, nem era do homem. É tudo cíclico. E não é o mais forte, ou mais capaz, ou mais inteligente que sobrevive, afinal, até o maior dos animais pode encontrar um meteoro disposto a destruí-lo.

14 de junho de 3085

Bastidores

Embora a série tenha sido cancelada após 14 semanas pela baixa audiência e tenha sido considerada um fracasso nos EUA, foi um enorme sucesso no Reino Unido (que obviamente não competiu com "Sanford and Son" e "Chico and the Man " como a CBS fez). Outros oito episódios foram planejados, mas nunca filmados.

Devido à baixa audiência, os produtores decidiram trazer o criador de Jornada nas Estrelas (1966), Gene Roddenberry, para atuar como consultor. No entanto, antes que qualquer ideia de Roddenberry pudesse ser implementada, o show foi cancelado.

Uma das ideias consideradas para aumentar a audiência foi voltar à linha do tempo original dos filmes e trazer de volta os personagens Cornelius e Zira. No entanto, essa ideia nunca se concretizou.

Nas semanas que antecederam a estreia da série, os anúncios de TV da CBS para o programa consistiam em clipes visuais de "De Volta ao Planeta dos Macacos" (1970) em vez de prévias da série real.


Este foi o primeiro papel principal de Roddy McDowall em uma série de televisão. Mais tarde, ele interpretou o personagem regular Dr. Jonathan Willoway em Viagem Fantástica (1977), outra série de ficção científica de curta duração.

Curiosamente, não foram mostradas nenhuma fêmea de gorila ou orangotango. As únicas espécies de macacos onde as fêmeas apareciam eram os chimpanzés, embora quase tenhamos visto gorilas fêmeas, já que a família de macacos retratada em "The Good Seeds" foi originalmente escrita como gorilas.

Durante a produção da série, Kim Hunter foi convidada a aparecer como atriz convidada como uma chimpanzé (provavelmente a Doutora Kira em "The Surgeon"). Ela recusou, já que estava farta da provação da maquiagem.

Parte do motivo do fracasso do programa nos Estados Unidos foi devido ao horário noturno do programa. Ou seja, venderam errado, de forma enganosa e para um público restrito. Esta série foi cuidadosamente pensada para dar errado.

...ou simplesmente, planejada por alguns incompetentes do ramo.

Revendo os filmes e ela, em sequência, garanto que ela é uma ótima surpresa.  

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