HORROR EM AMITYVILLE (2005) - FILM REVIEW
"Quando não houver mais espaço no inferno para as continuações, os remakes virão para a Terra". Eu sempre digo esta frase no momento em que as continuações sugaram tudo do filme original, e algum produtor entende que é hora de recomeçar. No filme, em 13 de novembro de 1974, a polícia do condado de Sufolk recebe uma chamada telefônica que a levou ao endereço 112 Ocean Avenue, Amityville, Long Island.
Dentro da casa, a polícia encontrou um crime brutal: o assassinato de uma família inteira enquanto dormia. Poucos dias depois, Ronald Defeo Jr. (Brendan Donaldson) admitiu que usou um rifle para matar os pais e seus 4 irmãos, alegando ter ouvido vozes que vinham de dentro da casa e que o influenciaram a cometer os crimes.
Um ano depois, George (Ryan Reynolds) e Kathy (Melissa George) se mudam com os filhos para a antiga casa dos Defeo. Não demora muito para que estranhos eventos comecem a acontecer, afetando a vida da família e indicando que uma presença maligna está oculta na casa.
O filme explora elementos tradicionais do gênero de horror, como aparições fantasmagóricas, vozes misteriosas, objetos que se movem sozinhos e uma atmosfera de suspense e medo constante. A casa em si é retratada como um lugar sinistro e sombrio, com uma história macabra que afeta todos que se atrevem a morar lá.
Tudo errado
Pouco antes do início das filmagens, o corpo de um pescador assassinado apareceu na margem do rio, bem perto da casa. Prenúncio do mal? Acho que não era bem este o recado...
A MGM afirmou que o remake foi baseado em novas informações descobertas durante a pesquisa dos eventos originais, mas George Lutz afirmou mais tarde que ninguém falou com ele ou sua família sobre o projeto. Quando ele soube inicialmente que o projeto estava em andamento, seu advogado contatou o estúdio para descobrir o que eles tinham em fase de planejamento e para expressar a crença de Lutz de que não tinham o direito de prosseguir sem sua opinião.
Três cartas foram enviadas e nenhuma foi reconhecida. Em junho de 2004, o estúdio entrou com um pedido de tutela declaratória no tribunal federal, insistindo que tinha o direito de fazer um remake, e Lutz contra-atacou, citando violações do contrato original que continuaram ao longo dos anos após o lançamento do primeiro filme. O caso permaneceu sem solução quando Lutz morreu em 8 de maio de 2006.
Exceto pelas janelas do sótão e pelo estilo colonial vagamente holandês, a reprodução da casa não se parece com a casa real em Amityville como era na época em que os eventos teriam ocorrido. Além disso, devido ao enorme interesse turístico pela casa, a casa original foi alterada e agora é menos reconhecível.
Até o endereço mudou. No filme, seu endereço é 412 Ocean Avenue. Os números na rua real só vão até 399.
Este foi primeiro filme de Amityville lançado nos cinemas desde Amityville 3: O Demônio (1983). E é o segundo filme a ser rodado na proporção de 2,35:1. O filme marcou a estreia na direção de Andrew Douglas, que havia dirigido apenas videoclipes e um documentário antes deste filme. Após Amityville, continuou sendo um nome associado apenas à TV. Ele inclusive fez um documentário em 2020 bem interessante chamado Ronaldinho: The Happiest Man in the World, sobre o grande jogador de futebol brasileiro Ronaldinho Gaúcho.
Kathy Lutz, a esposa de George, faleceu em 17 de agosto de 2004, durante as filmagens do remake. 37 anos após a 'fuga' dos Lutz da casa, Daniel Lutz, um dos filhos de Kathy, que tinha apenas 10 anos na época, resolveu quebrar o silêncio sobre tudo o que vivenciou em quase um mês de pesadelo.
Em 2013, ele foi entrevistado pelo diretor Eric Walter, que naquele ano lançou o documentário 'My Amityville Horror', contando os relatos de Daniel e do fatídico endereço que se tornou inspiração para a franquia de filmes The Amityville Horror. Na produção, Daniel relatou que nunca mais voltou ao endereço. Ele ainda atribuiu a presença do mal na casa ao seu padrasto, George, que realizava atividades ocultistas, segundo sua descrição. Ele teria sido o responsável por abrir a porta para as forças das trevas que não conseguiu controlar.
Curioso como uma história vivida por muitos, pode ser conflitante. Mesmo assim, a história de George sempre pareceu "pensada" o que não quer dizer que não ocorreu algo. E a versão de Daniel pode ser a parte que faltava para entendermos o que realmente aconteceu.
Veredito:
Filme estranho com gente esquisita. O remake não trouxe nada de novo ao gênero de horror. Os personagens são rasos, não indo além dos estereótipos comuns do gênero. Isso resultou em uma falta de conexão emocional com eles. O excesso de jump scares mais distrai que assusta.
Chloë Grace Moretz merecia um debut melhor. E a última cena é simplesmente ridícula. Mas se pensarmos que Michael Bay produz, isto pode explicar muita coisa. Há algum ponto positivo? Lógico. Chloë Grace Moretz brilha em cada cena de um minuto que aparece. E o filme tem 1 hora e 25, ou seja, o sofrimento dura pouco.
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